14 de novembro: Dia Mundial do Diabetes alerta para os cuidados com a doença

O Dia Mundial do Diabetes é comemorado anualmente em 14 de novembro, data de aniversário de Sir Frederick Banting, codescobridor da insulina, juntamente com Charles Best. Desde 1991, nessa data existe uma mobilização em todo o planeta com a ênfase no azul, cor que reflete o céu e une todas as nações, também a cor do diabetes, cujo símbolo é um círculo azul, figura que simboliza a vida e a saúde.

Alguns objetivos das campanhas do Dia Mundial do Diabetes tem como foco alertar para o impacto da enfermidade, estimular políticas públicas que favoreçam e possibilitem aos portadores da doença viver mais e melhor, promover o diagnóstico precoce e orientar sobre formas de tratamento adequado.

O tema adotado para as campanhas dos anos de 2021 a 2023 é “Acesso aos Cuidados do Diabetes“.

Globalmente, estima-se que 422 milhões de adultos viviam com diabetes em 2014, em comparação com 108 milhões em 1980. A prevalência global de diabetes quase dobrou desde 1980, passando de 4,7% para 8,5% na população adulta. Isso reflete um aumento nos fatores de risco associados, como sobrepeso ou obesidade.

Diabetes é uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina – hormônio produzido pelo pâncreas responsável pela manutenção do metabolismo da glicose. Sua falta provoca déficit na metabolização da glicose e, consequentemente, diabetes. Caracteriza-se por altas taxas de açúcar no sangue (hiperglicemia) de forma permanente.

Dentre os problemas graves advindos com a doença está a retinopatia diabética, que pode levar à cegueira

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Sociedade Mineira de Oftalmologia (SMO), tentam estimular a população a entender melhor a diabetes e os graves problemas que ela pode causar no olhos, dentre eles, o glaucoma, a catarata e a retinopatia diabética que, se não identificados e tratados precocemente, podem levar à cegueira.

De acordo com dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil existem aproximadamente 16 milhões de pessoas com diabetes. A retinopatia diabética (RD) é uma das principais causas de perda visual grave. Afeta cerca de 30 milhões de indivíduos em todo o mundo e pode ser prevenida com rastreamento, detecção e tratamento oportunos. Entretanto, mesmo em países de alta renda, o acesso a exames oftalmológicos anuais é limitado a apenas um terço a metade dos adultos com diabetes, deixando um número substancial de pacientes em risco.

Ainda segundo a OMS, uma em cada 11 pessoas no mundo convive com diabetes. No Brasil, em um intervalo de 10 anos, houve um aumento de 60% no diagnóstico da doença, sendo 16 milhões de pessoas com diabetes. Na última Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, publicada em maio de 2020, no período entre 2006 e 2019 a prevalência de diabetes passou de 5,5% para 7,4%. A situação é grave e é importante que medidas de conscientização e prevenção sejam adotadas em caráter de urgência, segundo especialistas.

Segundo o diretor da SMO, Luiz Carlos Molinari Gomes, uma das principais complicações do mau controle do diabetes, é a retinopatia diabética. Cerca de 35% a 40% dos quatro milhões de brasileiros com retinopatia tem diabetes. O problema é causado pelo índice elevado de glicemia que degenera a retina e é a principal causa de cegueira irreversível em pacientes com diabetes.

De acordo com o Relatório Global da OMS, em 2014, há no mundo 146 milhões de adultos com esta doença ocular. Ela é responsável por 4,8% dos 37 milhões de casos de cegueira, o que equivale a 1,8 milhão de pessoas mundialmente. “As altas taxas de glicemia degeneram a retina e, com o tempo, a visão pode ser afetada, sendo a principal causa de cegueira.”

Um dos grandes problemas para a alta dos números tanto da diabetes quando da retinopatia diabética, segundo Molinari, é que a procura por exames, durante a pandemia, caiu drasticamente. Segundo levantamento do CBO, publicado no ano passado, entre janeiro e maio de 2020, o número de atendimentos caiu 36%, quando comparado com o mesmo período de 2019. Foram realizadas 2,5 milhões de consultas em 2020, contra 3,9 milhões em 2019. O oftalmologista explica que a diabetes é uma das principais causas de cegueira em pessoas em idade produtiva, dos 20 aos 60 anos, sendo que cerca de 90% dos casos poderiam ser evitados, com diagnóstico precoce e tratamento adequado.

Além de sensibilizar as pessoas sobre os riscos da retinopatia diabética, o CBO e a SMO se unem para educar as pessoas para que mudem seus hábitos e consigam controlar as taxas de glicemia, além de alertar para a importância da ida ao oftalmologista regularmente para realizar os exames preventivos de visão.

Entenda mais sobre a Retinopatia Diabética
  • É uma doença silenciosa. O paciente deve fazer exames oftalmológicos regulares e procurar um especialista caso tenha o diagnóstico de diabetes;
  • É caracterizada por uma lesão nos pequenos vasos sanguíneos que nutrem a retina, a região do olho responsável pela formação das imagens enviadas ao cérebro, formando a visão. A doença ocorre quando os níveis de glicose no sangue estão muito elevados, o que propicia dilatações e rompimentos das veias;
  • É a maior causa de cegueira em adultos e pode afetar jovens, adultos e idosos. Estima-se que 90% das pessoas com Diabetes tipo 1 e 60% das pessoas com a tipo 2 possam desenvolver a Retinopatia Diabética;
  • A pessoa passa a ver pontos ou manchas fluentes, tem dificuldade de distinguir cores e enxergar à noite;
  • Nos casos leves, a retinopatia diabética e o edema macular diabético são tratadas com o controle do diabetes, por meio da reeducação alimentar e o uso de insulina;
  • Casos mais graves necessitam de outros tratamentos, podendo haver a regressão da doença e a visão pode ser recuperada. Mas quanto maior a demora na intervenção, maior a degeneração das células da retina e a perda visual se torna irreversível.

retinopatia diabética pode aparecer  após alguns anos do inicio do diabetes e se deve também ao descontrole dos níveis de  glicemia. Ela afeta os pequenos vasos da retina e tem de ser controlada periodicamente através de exame de fundo de olho por um especialista em retina. Quando a retinopatia diabética não é tratada precocemente,  pode levar à perda irreversível da visão. Controle adequado dos níveis de glicose no sangue e visitas periódicas ao oftalmologista  são essenciais para evitar complicações oculares. Quando a retinopatia diabética evolui para a formação de edema de mácula é necessário recorrer a tratamento que pode ser aplicação de laser na retina ou injeções com medicamento antiangiogênico.

A Doença do Olho Seco é um dos diagnósticos mais prevalentes nas clínicas de oftalmologia. Recentemente, foi reconhecida como um problema de saúde pública global, pois traz muitas consequências, desde restrições às atividades de vida diária até custos econômicos de abordagem. Os estudos epidemiológicos dos Estados Unidos identificaram a condição em 5%–30% da população, o que a torna mais prevalente que o diabetes (10,5% da população dos EUA), doenças cardíacas (7% da população dos EUA) e câncer (3% da população dos EUA). É uma doença multifatorial do filme lacrimal pré-ocular com possível dano à superfície ocular. Os sintomas de olho seco variam de simples irritação transitória a desconforto persistente, fadiga, distúrbio visual e instabilidade do filme lacrimal.

Além disso, descobriu-se que sintomas oculares graves estavam associados a dificuldades no funcionamento social, físico e mental. Várias implicações socioeconômicas podem resultar de sintomas de olho seco, como aumento dos custos com cuidados de saúde e diminuição das medidas de qualidade de vida, como dirigir, assistir televisão, usar telefones celulares, ler, trabalhar no computador e bem-estar emocional. O tratamento do olho seco nos EUA foi estimado em US$ 700.000 por milhão de pacientes. Além disso, o custo anual total relatado varia de US$ 270.000 na França a US$ 1,10 milhão no Reino Unido por 1.000 pacientes.

No século 21, muitos comportamentos ambientais se desenvolveram, incluindo o tabagismo e a disseminação de tecnologias como smartphones e computadores. Além disso, a expectativa de vida humana média aumentou e, assim, as doenças crônicas e a ingestão de medicamentos se expandiram. Esses fatores podem ter sido atribuídos ao aumento da porcentagem da síndrome do olho seco em todo o mundo.

Fatores ambientais como poluição, clima e níveis de umidade estiveram ausentes em todos os estudos incluídos nesta revisão sistemática. No entanto, eles foram relatados em outros estudos. Além disso, outros fatores comprovadamente têm uma correlação com o Olho Seco como ômega3, doenças do tecido conjuntivo, radioterapia e deficiência de vitamina A não foram avaliadas.

O sexo feminino parece ser o fator de risco mais eficaz e isso é apoiado por muitos estudos. A alta prevalência de Olho Seco entre as mulheres pode estar relacionada aos efeitos hormonais nos quais os hormônios sexuais, especialmente os andrógenos, afetam as glândulas lacrimais, glândulas meibomianas, densidade de células caliciformes conjuntivais e sensibilidade da superfície ocular. No entanto, dois estudos não encontraram qualquer ligação entre sexo e Doença do Olho Seco, mas sua pesquisa foi restrita a idosos, quando os níveis de andrógenos são baixos em ambos os sexos.

Embora a idade tenha sido significativa apenas em 3 estudos, muitos estudos anteriores relataram sua implicação, pois com o envelhecimento a função da glândula lacrimal reduz e, portanto, aumenta os sintomas de olho seco. Por outro lado, prevalência semelhante entre os jovens em comparação com idosos pode estar associada ao uso de lentes de contato, aumento do uso de computadores e smartphones e cirurgias refrativas, todas associadas ao Olho Seco em muitas pesquisas. Além disso, doenças sistêmicas da população de idade avançada e declínio da sensibilidade ocular podem fazer com que eles subestimem a secura ocular. Os achados dessa revisão sistemática foram consistentes com outros estudos sobre lentes de contato e importância do uso do computador. Um estudo realizado na Austrália não mostrou associação entre lentes de contato e Doença do Olho Seco. Apesar disso, o tabagismo e o álcool não foram fatores de risco significativos na maioria das pesquisas realizadas; alguns estudos relataram sua significância.

Na categoria doenças, anormalidades da tireoide e hipertensão parecem ser fatores de risco para sintomas de olho seco. Vários fatores considerados no olho seco na doença da tireoide: Exoftalmia, lagoftalmo e fissura palpebral aumentada e essa correlação foi estabelecida em. No entanto, há ambiguidade na relação entre tireoide e Olho Seco na literatura. Em relação à hipertensão, aqueles que foram tratados para hipertensão são mais propensos a desenvolver sintomas de olho seco.

Apesar de apenas um estudo incluído nesta revisão ter provado a significância entre medicamentos para hipertensão e Olho Seco, isso foi relatado no estudo de saúde do médico. O diabetes mellitus não foi considerado fator de risco nesta revisão sistemática, o que pode ser explicado pelos resultados de um estudo recente no qual revelou que 65,3% dos diabéticos apresentam neuropatia periférica e redução da sensibilidade corneana leve a grave, os fez subestimar seus sintomas de olho seco. No entanto, o estresse e a artrite não foram comprovados como fatores de risco fortes nesta revisão, muitos estudos demonstraram sua forte correlação com os sintomas de olho seco.

Antidepressivos e anti-histamínicos foram os indicadores mais fortes para sintomas de Olho Seco na categoria de medicamentos. O antidepressivo apresentou-se para aumentar o risco de Olho Seco e é apoiado por outros estudos. O epitélio conjuntival humano contém receptores muscarínicos e adrenérgicos, portanto, há credibilidade biológica de que os medicamentos antidepressivos afetam a superfície ocular. Da mesma forma, anti-histamínicos e esteroides foram associados ao olho seco e muitos estudos estabeleceram esses resultados.

Portanto, o reconhecimento precoce e a prevenção são importantes para reduzir a carga de consequências do olho seco. Por exemplo, a prevenção primária por meio da educação e da eliminação dos fatores de risco pode melhorar os sintomas. Assim, pode reduzir problemas emocionais, psicológicos e funcionais desnecessários.

Atualmente, há uma falta de conhecimento sobre os fatores de risco mais importantes para a secura ocular. Este problema está se tornando importante em todo o mundo, especialmente com o aumento do uso de tecnologia, smartphones, computadores e lentes de contato. Sexo feminino, lentes de contato, uso de computador, anormalidades da tireoide, hipertensão, antidepressivo e anti-histamínico foram identificados como os fatores de risco mais fortes e comuns para a Síndrome do Olho Seco.

Dia Mundial da Saúde Ocular é comemorado anualmente em 10 de julho.

Para se  ter uma visão saudável é importante cultivar alguns hábitos para que os olhos – órgãos tão sensíveis e que estão sempre expostos ao contato natural, físico ou cosmético, se mantenham com saúde.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, cerca de 50 milhões de brasileiros sofrem algum tipo de distúrbio da visão. Deste número, 60% dos casos são de cegueira e deficiência visual. Porém, se fossem tratados com antecedência, poderiam ter sido evitados.

A data é um bom momento para relembrar diferentes aspectos da saúde dos olhos. Neste dia, é importante falar sobre as doenças da visão, sobre prevenção e tratamento e sobre os cuidados diários. A data é ainda oportunidade para chamar a atenção de todos para os desafios de acesso à saúde ocular pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Grande parte das doenças da visão têm cura ou tratamento quando diagnosticadas precocemente. É possível evitar a perda de visão em muitos casos. Para isso é fundamental ir ao oftalmologista uma vez ao ano, mesmo sem apresentar sintomas, pois há doenças silenciosas que só o oftalmologista pode detectar. Cuidar da saúde ocular é tão importante que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 75% dos casos de deficiência visual poderiam ser evitados com prevenção ou tratamento.

A visão é um dos mais importantes meios de comunicação com o ambiente pois, cerca de 80% das informações que recebemos são obtidas por seu intermédio. Os olhos merecem atenção especial, que inclui visitas regulares ao oftalmologista para medição da acuidade visual e detecção precoce de quaisquer outras alterações que requeiram tratamento médico como forma de prevenir complicações que possam levar à cegueira. Doenças como hipertensão e diabetes podem provocar o aparecimento de sintomas oculares e requerem acompanhamento constante.

As principais causas de cegueira em adultos são a catarata, o glaucoma, a degeneração macular relacionada à idade e a retinopatia diabética. Já entre as crianças, os maiores causadores da perda de visão são: infecções congênitas, catarata congênita, retinopatia da prematuridade e glaucoma congênito.

Estima-se que apenas o glaucoma atinja cerca de um milhão de pessoas no Brasil. Quando não tratado e diagnosticado a tempo, leva à cegueira irreversível. Para as pessoas que possuem histórico de glaucoma na família, o exame preventivo é imprescindível, já que apresentam mais chances de desenvolver a doença. Também fazem parte do grupo de risco os portadores de diabetes, os míopes e hipermétropes, os maiores de 60 anos, e negros, principalmente com mais de 40 anos de idade.

Já a catarata é responsável por 51% dos casos de cegueira no mundo, o que representa 20 milhões de pessoas, de acordo com a OMS. Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO), surgem cerca de 550 mil novos casos no Brasil por ano.

A catarata é uma lesão ocular que atinge e torna opaco o cristalino. Entre os sintomas estão: sensação de visão embaçada ou com névoa, sensibilidade à luz e alteração da visão de cores. Com a progressão da doença, as pessoas poderão enxergar apenas vultos. Ficar longas horas exposto ao sol pode possibilitar a progressão da catarata, além de outros problemas oculares. Por isso, o uso de óculos com proteção solar ultravioleta A e B, mesmo por crianças é fundamental.

É importante também chamar a atenção para a prevenção da cegueira na infância. O glaucoma congênito e a catarata congênita são as principais causas da perda de visão em crianças. Um pré-natal adequado e o teste do olhinho são imprescindíveis.

De acordo com a OMS, a prestação de serviços eficazes e acessíveis de saúde ocular é a chave para controlar a deficiência visual, incluindo cegueira, e deve-se dar preferência ao reforço dos serviços de cuidados com a visão através da sua integração no sistema de saúde.

Principais doenças oculares:

  • Conjuntivite aguda bacteriana: é reconhecida pela vermelhidão, secreção aquosa, mucosa ou purulenta. Recomendações: fazer lavagens e limpeza local frequentes com soro fisiológico ou água filtrada fervida. Se não houver melhora em dois ou três dias, procurar um oftalmologista;
  • Conjuntivite aguda viral: é reconhecida pela vermelhidão, lacrimejamento e pouca ou nenhuma secreção; às vezes pode ocorrer hemorragia. Se não houver melhora em uma a três semanas, deve-se procurar um oftalmologista;
  • Tracoma: é uma conjuntivite crônica, reconhecida por vermelhidão ocular, que pode levar à cegueira. Deve ser tratada por oftalmologista;
  • Catarata: é a opacificação do olho (cristalino). É reconhecida pela alteração de cor da pupila, que pode variar entre o cinza e o branco. Acarreta a perda gradativa da acuidade visual, porém sem dor. Deve ser tratada por meio de cirurgia pelo médico oftalmologista;
  • Glaucoma: é o aumento da pressão intraocular. Deve ser diagnosticada e tratada pelo oftalmologista.

E ainda a retinopatia diabética e a degeneração macular relacionada à idade.

Medidas de proteção para os olhos:

  • evitar coçar os olhos;
  • cuidados com a maquiagem: remover os produtos de beleza dos olhos antes de dormir; não usar produtos fora do prazo de validade; não usar produtos de outra pessoa; usar produtos antialérgicos e sem conservantes;
  • verificar regularmente o nível de glicose no sangue para evitar problemas oculares provocados pela diabetes;
  • ao menos uma vez por dia, higienizar a área em volta dos olhos, como pálpebras, cílios e cantos, para remover impurezas e secreções secas evita coceira, irritação ou até conjuntivite;
  • piscar com mais frequência e fazendo pausas repetidas lubrifica as córneas, evita o ressecamento dos olhos, descansa a vista e auxilia no combate à chamada síndrome da visão de computador;
  • usar protetor ocular sempre que houver risco de algo atingir seus olhos;
  • lavar os olhos com bastante água limpa se neles cair qualquer substância;
  • usar óculos ou lentes de contato apenas quando prescritos por médico oftalmologista;
  • antes de colocar ou ao tirar as lentes de contato, lavar bem as mãos e higienizar as lentes com produtos indicados pelo fabricante. O estojo onde as lentes são guardadas também deve estar sempre limpo;
  • utilizar óculos escuros em ambientes com claridade excessiva;
  • consumir mais peixe: o alimento é rico em ômega 3 e contém vitaminas A, B,D e E, essenciais para a saúde;
  • não fumar, praticar exercícios físicos, manter o peso adequado e uma boa alimentação, são atitudes saudáveis inclusive para os olhos;
  • visitar regularmente o médico oftalmologista para fazer exames preventivos!

 

Fontes:

Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO)
Conselho Brasileiro de Óptica e Optometria (CBOO)
Instituto Brasileiro de Assistência e Pesquisa (IBAP)
Ministério da Saúde e Confederação Nacional dos Transportes. Saúde ocular (folder impresso).
Ministério da Saúde. Informações básicas para a promoção da saúde ocular (folheto impresso).
Ottaiano, José Augusto Alves; ÁVILA, Marcos Pereira de; UMBELINO, Cristiano Caixeta; TALEB, Alexandre Chater. As Condições de Saúde Ocular no Brasil: 2019


 

Confira abaixo a edição especial do Dia Mundial da Saúde Ocular do podcast SMO Talks, realizado em parceria com a Associação Médica de Minas Gerais

De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), a cada 100.000 pessoas no mundo, de 4 a 600 delas desenvolvem o ceratocone. Também conhecido como distrofia contínua e progressiva, o ceratocone é uma doença que afeta a córnea, parte transparente do olho, deixando-a mais fina e menos resistente. Com a pressão intraocular constante sobre ela, ocorre uma modificação na sua espessura e formato, que adquire uma aparência “pontiaguda”.

Sua maior incidência ocorre na adolescência, entre os 13 e 18 anos de idade. Em geral, afeta em 90% dos casos ambos os olhos, tanto em homens como mulheres. A doença progride aproximadamente de seis a oito anos e, depois, tende a permanecer estável.

Entre os sintomas estão: fotofobia, irritações, ofuscamento, embaçamento e/ou distorções moderadas. Na maioria dos casos, as pessoas não percebem que possuem a doença, pois esta aparece disfarçadamente, sendo, por vezes, comumente confundida com miopia ou astigmatismo.

Ainda não se sabe a causa da doença, mas acredita-se que seja de origem hereditária e que seja resultado de diferentes condições clínicas. Desta forma, os filhos de portadores do ceratocone devem ficar mais atentos. Além disso, segundo estudos, ela pode estar associada a patologias sistêmicas como as síndromes de Down, Turner, Ehlers-Danlos e Marfan.

Como diagnosticar o ceratocone?

Em caso de suspeita da doença, o diagnóstico é feito por meio do exame oftalmológico e confirmado pela Topografia Corneana Computadorizada – exame que faz um estudo topográfico de superfície da córnea, ou seja, um retrato mais apurado da córnea. E permite obter informações quantitativas e qualitativas a seu respeito por meio de um gráfico numérico e de cores. Vale lembrar que o diagnóstico precoce da doença não impede que a mesma evolua, porém quanto mais cedo o ceratocone for identificado, melhor será o resultado do tratamento. Por isso, é fundamental que se realize consultas oftalmológicas periodicamente.

Tratamento

Infelizmente, o ceratocone não tem cura. Porém existe uma série de tratamentos disponíveis para melhorar a visão do portador da doença, estabilizando o problema e reduzindo as deformidades da córnea. O tratamento adotado depende da evolução do caso. Na maioria das situações, o problema é solucionado por meio da adoção de óculos, lentes de contato ou cirurgia. Segundo estatísticas, apenas 10% dos casos evoluem para transplante de córnea.

Conheça um pouco mais sobre as principais formas de tratamentos

Óculos: Em casos mais brandos, inicialmente, o tratamento é feito com a adoção de óculos, por meio da adaptação de lentes corretivas para melhorar a visão do paciente.

Lentes de contato: O uso das lentes de contato representa, depois dos óculos, a primeira opção para a recuperação visual, uma vez que substituem a superfície irregular da córnea por uma regular, melhorando assim a percepção das imagens. Este tratamento pode ser feito tanto nos casos iniciais quanto nos mais graves da doença.

A indicação do modelo de lente a ser usado é feita pelo oftalmologista, que analisa o desenho mais apropriado para o estágio da doença do paciente. As lentes devem ser limpas e desinfetadas a cada uso e, a cada seis meses, o usuário deve voltar ao oftalmologista para fazer uma avaliação da sua adaptação. Fique atento, lentes mal adaptadas podem favorecer a progressão do ceratocone e/ou causar perdas de transparência na córnea.

Cross-linking: É um tratamento por meio do qual se expõe a córnea a uma combinação de radiação ultravioleta (UV-A) e vitamina B2, produzindo um aumento nas ligações entre as fibras de colágeno, fortalecendo toda a estrutura da córnea. É indicado para pessoas que apresentam boa visão com uso de óculos ou lentes de contato, com o ceratocone não muito avançado e que tenham apresentado evolução da doença. A função deste tratamento não é reduzir o ceratocone, mas parar a evolução, evitando a progressão da mesma, ocasionando a sua estabilização.

Anel intracorneal ou cirurgia de ceratocone: Indicado no estágio moderado do ceratocone, corresponde ao implante cirúrgico de anéis ultrafinos, que funcionam como um esqueleto que remodela e diminui a curvatura da córnea, tornando a sua superfície mais regular. Os mais utilizados são os Anéis Intraestromais. Trata-se de uma técnica reversível, sem danos à córnea e não refrativa, ou seja, após o procedimento os pacientes continuarão precisando usar óculos ou lentes de contato para melhor qualidade visual.

Transplante de Córnea: Indicado apenas como último recurso, em pacientes que apresentam ceratocones em estágios avançados, o transplante de córnea consiste na substituição de toda (transplante penetrante) ou de parte (transplante lamelar ou endotelial) da córnea. Apenas uma minoria dos portadores da doença necessita fazer o transplante, que embora tenha uma recuperação mais lenta se comparada aos outros tratamentos, oferece uma importante melhora no quadro. A cirurgia é realizada com anestesia geral, sedação ou anestesia local – dependendo da condição clínica – e o paciente recebe alta no mesmo dia.

Fonte: CBO – Conselho Brasileiro de Oftalmologia

A prevenção começa na infância. Especialistas chamam a atenção para o cuidado no uso de óculos falsificados, tempo exagerado de tela e a administração de medicamentos sem prescrição.

A atenção com a saúde ocular deve acontecer durante todas as fases da vida. Problemas com a visão podem dar os sinais em tenra idade e  a prevenção começa desde os primeiros dias de vida. Tem início na gestação, nos cuidados com a mãe durante o pré-natal, e nos recém-nascidos submetidos ao teste do olhinho, que é capaz de detectar, ainda na maternidade, doenças como catarata e glaucoma congênitos, tumor e outros problemas oculares.

A Sociedade Mineira de Oftalmologia chama a atenção, no mês de abril, que além da importância do diagnóstico precoce, os cuidados também devem ser tomados quanto ao uso de óculos falsificados, prescrição de óculos  de grau por não médicos, o tempo exagerado de telas, a administração de medicamentos sem prescrição ou de uso caseiro, que podem levar à cegueira.

Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 40% das causas de cegueira infantil são evitáveis ou tratáveis, e a prevenção é o melhor tratamento. A toxoplasmose, a rubéola e a sífilis podem afetar as mães e causar cegueira e problemas neurológicos na criança. E, durante a formação do feto, pode ocorrer má-formação dos olhos. O acometimento destes problemas torna o exame pré-natal essencial, uma vez que, com ele, será possível identificar precocemente e tratar adequadamente cada doença detectada, para que o bebê tenha uma boa saúde ocular.

É possível encontrar atendimento gratuito nos postos de saúde da rede pública. A unidade de saúde deverá prestar todas as informações a respeito da importância do pré-natal, como ter uma alimentação saudável, higiene pessoal e comportamento sexual. A saúde ocular do bebê precisa ser garantida desde essa fase. A mãe e o pediatra que trata do bebê precisam estar atentos ao tamanho, brilho, cor e o aspecto geral dos olhos do recém-nascido. Esse simples ato pode identificar possíveis alterações ou anormalidades. Trata-se do Teste do Olhinho, que detecta principalmente a catarata congênita, entre outras alterações, sendo um importante fator de prevenção da ambliopia no adulto. Em caso de qualquer problema, deve-se procurar um oftalmologista.

Recém-nascido até os 12 anos

A criança deve ser encaminhada ao oftalmologista antes de completar um ano, para identificar problemas que possam impedir o desenvolvimento de uma visão de qualidade, e prevenir a cegueira infantil. “Os erros de refração, assim como o estrabismo, devem ser diagnosticados o mais precocemente possível, propiciando a melhor visão com a correção óptica adequada, evitando o atraso do desenvolvimento e o olho preguiçoso (ambliopia). São indicados exames aos quatro e depois em torno dos seis anos, e antes da alfabetização, e aos oito anos, fase em que o olho humano completa o desenvolvimento funcional definitivo. Após estas etapas da infância as visitas ao especialista são anuais, ou a qualquer momento, caso haja queixas oculares.

A partir dos 13 anos

Levando-se em conta que o olho também envelhece, dos 13 aos 20 anos de idade os problemas de refração são mais frequentes (miopia, hipermetropia e astigmatismo), assim como o ceratocone, comum neste período da vida. Tais irregularidades visuais podem ser solucionadas com o uso de lentes corretoras, e até cirurgias personalizadas, nas idades adequadas e atendendo às indicações específicas. Essas são as de correção de grau e as técnicas de contenção do desenvolvimento do ceratocone.

Aos 40 anos

Aos 40 anos, o oftalmologista é procurado para solucionar as dificuldades de visão de perto; a presbiopia, conhecida como ‘vista cansada. É importante que neste período o paciente seja submetido a uma avaliação oftalmológica, e não adquira no comércio as lupas para leitura, pois pode haver um mascaramento de problemas oculares, como catarata, glaucoma e outras.

A partir dos 60 anos

Por volta dos 60 ou 65 anos podem surgir problemas com a perda da transparência do cristalino, ou catarata, um risco real de cegueira, reversível com o auxílio de cirurgia e implante de lente intraocular.

Cuidados especiais

Alguns problemas demandam maior atenção, como nos casos de pacientes usuários de lentes de contato, que passaram por cirurgia refrativa, como miopia, glaucoma de difícil controle e portadores de retinopatia diabética ou degeneração macular relacionada à idade (DMRI). Nesses casos, as consultas com o oftalmologista devem ser frequentes, para acompanhamento, e não apenas anuais. Destacamos que é possível prevenir e tratar muitas enfermidades, e quando o cuidado é iniciado precocemente as chances são ainda maiores. O exame é um ato médico e só deve ser realizado pelo oftalmologista.

No dia a dia algumas medidas são simples e contribuem para evitar doenças oculares. Mantenha os olhos sempre higienizados, utilize óculos de sol, bonés, chapéus, para proteger do vento e das ações de raios UVA e UVB e evite coçá-los com frequência. No caso de olho seco, o profissional pode indicar lubrificantes oculares, ou lágrimas artificiais adequadas. Evite automedicação, como colírios contendo corticoides, que podem aumentar a incidência de catarata ou glaucoma. Mediante qualquer queixa, como dor, sensação de areia, olhos vermelhos ou falhas na visão, procure um oftalmologista.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), revelam que 60% a 80% dos casos de cegueira são evitáveis, por isso, especialistas convocam a população para a retomada das consultas de rotina e para não desconsiderarem o acompanhamento com o oftalmologista.

Alguns problemas demandam maior atenção, como usuários de lentes de contato; pacientes que passaram por cirurgia refrativa; portadores de miopia; glaucoma de difícil controle; portadores de retinopatia diabética – pacientes com diabetes têm 40% de chances de ter glaucoma e 60% de desenvolver catarata –; pessoas com degeneração macular relacionada à idade (DMRI), que é uma perda progressiva da visão central, e a catarata, condição comum que ocorre com o envelhecimento. Nestes casos, as consultas com o oftalmologista devem ser regulares, para acompanhamento, e não apenas visitas anuais. É possível prevenir e tratar muitas enfermidades, e quando o cuidado é iniciado precocemente, as chances são ainda maiores.

Dicas para cuidar da visão
  • Não compre óculos falsificados, pois o uso indiscriminado pode gerar consequências sérias. No caso dos de sol, podem deixar os olhos ainda mais expostos aos raios ultravioleta;
  • A ambliopia é um problema ocular que atinge de 2 a 3% da população infantil. A doença consiste na baixa acuidade visual causada por alterações que prejudicam o desenvolvimento correto da visão. Com o acompanhamento do especialista durante a fase de desenvolvimento visual, problemas de refração vão sendo identificados e corrigidos; o que, em alguns casos, faz com que a ambliopia sequer tenha tempo de se instalar;
  • Reduza o tempo de tela. A principal causa da miopia é a herança genética, mas a exposição excessiva a telas e a redução do tempo ao ar livre interferem em sua manifestação. Especialistas defendem que sejam feitas mudanças na rotina dos jovens para manter a saúde ocular e prevenir ou reduzir a doença;
  • Adote hábitos de vida tenha uma alimentação balanceada;
  • Não fume;
  • Consulte um oftalmologista regularmente. Em caso de prevalência de doenças oculares na família, procure um especialista o quanto antes.O oftalmologista é o médico que deverá ser procurado para detectar as alterações oculares, em qualquer faixa etária.

Cuide de sua saúde ocular!

Conte conosco. Conte com a Sociedade Mineira de Oftalmologia/AMMG/CBO.

Dentre os problemas graves advindos com a doença está a retinopatia diabética, que pode levar à cegueira

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Sociedade Mineira de Oftalmologia (SMO), tentam estimular a população a entender melhor a diabetes e os graves problemas que ela pode causar no olhos, dentre eles, o glaucoma, a catarata e a retinopatia diabética que, se não identificados e tratados precocemente, podem levar à cegueira.

De acordo com dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil existem aproximadamente 16 milhões de pessoas com diabetes. A retinopatia diabética (RD) é uma das principais causas de perda visual grave. Afeta cerca de 30 milhões de indivíduos em todo o mundo e pode ser prevenida com rastreamento, detecção e tratamento oportunos. Entretanto, mesmo em países de alta renda, o acesso a exames oftalmológicos anuais é limitado a apenas um terço a metade dos adultos com diabetes, deixando um número substancial de pacientes em risco.

Ainda segundo a OMS, uma em cada 11 pessoas no mundo convive com diabetes. No Brasil, em um intervalo de 10 anos, houve um aumento de 60% no diagnóstico da doença, sendo 16 milhões de pessoas com diabetes. Na última Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, publicada em maio de 2020, no período entre 2006 e 2019 a prevalência de diabetes passou de 5,5% para 7,4%. A situação é grave e é importante que medidas de conscientização e prevenção sejam adotadas em caráter de urgência, segundo especialistas.

Segundo o diretor da SMO, Luiz Carlos Molinari Gomes, uma das principais complicações do mau controle do diabetes, é a retinopatia diabética. Cerca de 35% a 40% dos quatro milhões de brasileiros com retinopatia tem diabetes. O problema é causado pelo índice elevado de glicemia que degenera a retina e é a principal causa de cegueira irreversível em pacientes com diabetes.

De acordo com o Relatório Global da OMS, em 2014, há no mundo 146 milhões de adultos com esta doença ocular. Ela é responsável por 4,8% dos 37 milhões de casos de cegueira, o que equivale a 1,8 milhão de pessoas mundialmente. “As altas taxas de glicemia degeneram a retina e, com o tempo, a visão pode ser afetada, sendo a principal causa de cegueira.”

Um dos grandes problemas para a alta dos números tanto da diabetes quando da retinopatia diabética, segundo Molinari, é que a procura por exames, durante a pandemia, caiu drasticamente. Segundo levantamento do CBO, publicado no ano passado, entre janeiro e maio de 2020, o número de atendimentos caiu 36%, quando comparado com o mesmo período de 2019. Foram realizadas 2,5 milhões de consultas em 2020, contra 3,9 milhões em 2019. O oftalmologista explica que a diabetes é uma das principais causas de cegueira em pessoas em idade produtiva, dos 20 aos 60 anos, sendo que cerca de 90% dos casos poderiam ser evitados, com diagnóstico precoce e tratamento adequado.

Além de sensibilizar as pessoas sobre os riscos da retinopatia diabética, o CBO e a SMO se unem para educar as pessoas para que mudem seus hábitos e consigam controlar as taxas de glicemia, além de alertar para a importância da ida ao oftalmologista regularmente para realizar os exames preventivos de visão.

Entenda mais sobre a Retinopatia Diabética

  • É uma doença silenciosa. O paciente deve fazer exames oftalmológicos regulares e procurar um especialista caso tenha o diagnóstico de diabetes;
  • É caracterizada por uma lesão nos pequenos vasos sanguíneos que nutrem a retina, a região do olho responsável pela formação das imagens enviadas ao cérebro, formando a visão. A doença ocorre quando os níveis de glicose no sangue estão muito elevados, o que propicia dilatações e rompimentos das veias;
  • É a maior causa de cegueira em adultos e pode afetar jovens, adultos e idosos. Estima-se que 90% das pessoas com Diabetes tipo 1 e 60% das pessoas com a tipo 2 possam desenvolver a Retinopatia Diabética;
  • A pessoa passa a ver pontos ou manchas fluentes, tem dificuldade de distinguir cores e enxergar à noite;
  • Nos casos leves, a retinopatia diabética e o edema macular diabético são tratadas com o controle do diabetes, por meio da reeducação alimentar e o uso de insulina;
  • Casos mais graves necessitam de outros tratamentos, podendo haver a regressão da doença e a visão pode ser recuperada. Mas quanto maior a demora na intervenção, maior a degeneração das células da retina e a perda visual se torna irreversível.

 

Créditos e Fontes: Universo Visual, CBO, AMMG e Retina Brasil

Neste dia 14 de outubro, especialistas explicam que 285 milhões de pessoas sofrem de deficiência visual moderada ou grave

 

A data, criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), chama a atenção para os perigos à visão, como a cegueira e a deficiência visual. De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), são 285 milhões de pessoas que sofrem de deficiência visual moderada ou grave no mundo; 90% destas vivem em países em desenvolvimento; 65% têm mais de 50 anos e cerca de 40 milhões de pessoas são cegas. Segundo o diretor da Sociedade Mineira de Oftalmologia (SMO), Luiz Carlos Molinari Gomes, a cada cinco segundos uma pessoa fica cega no mundo e 80% da deficiência visual é evitável, podendo ser prevenida ou tratada.

Molinari chama atenção para o perigo das crenças populares ligadas aos olhos. Uma delas é a relacionada ao terçol. Diz a lenda que é possível curá-lo com auxílio de um anel quente. “Além de ser uma medida ineficaz, esse método pode agravar o problema, causando contaminação local e uma lesão ainda maior em consequência de uma queimadura. Em casos de terçol, o mais indicado é consultar o médico oftalmologista, que poderá avaliar o quadro e indicar o tratamento mais adequado.”

Outras chegam a ser engraçadas, conta o especialista, como a de tomar vento ao ‘cruzar’ os olhos pode fazer com que eles fiquem dessa forma permanentemente. O oftalmologista explica que o estrabismo ocorre quando há uma disfunção nos músculos oculares, que pode ocorrer por diversos fatores, mas não pelo vento.

No caso de dúvidas, Molinari recomenda não se arriscar. “O mais indicado é procurar um oftalmologista, nunca passar produtos caseiros e fazer o acompanhamento constante para evitar problemas futuros que podem ser perfeitamente evitáveis.”

A alimentação equilibrada e saúde combinam muito bem. Incluir frutas, legumes e verduras nas refeições é a melhor forma de obter os nutrientes fundamentais para o bom funcionamento do organismo. No entanto, o consumo de vitaminas por si só não é capaz de curar problemas de visão. Diante de qualquer alteração, é importante consultar um médico oftalmologista, para que ele possa avaliar o quadro e orientar quanto ao tratamento mais adequado.

Já algumas doenças oculares podem ser controladas com remédios e tratamentos, especialmente, como medidas preventivas. A catarata, porém, não é um desses casos. Se você já ouviu que alguém curou a catarata com remédios ou outros tipos de tratamento, atenção! De acordo com os médicos oftalmologistas e com o CBO, o único tratamento para a catarata é a cirurgia.

Exercícios físicos e saúde ocular: há alguma relação?

Quando se fala em exercícios físicos, logo relacionamos à perda de peso, ao aumento da resistência e ao ganho de massa muscular. Mas a prática também faz bem à saúde dos olhos. Pesquisas apontam que a eles podem ajudar na prevenção de algumas doenças oculares, como retinopatia diabética, glaucoma, Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), ceratocone, catarata e miopia. Mas é importante ficar atento a alguns cuidados pois a prática esportiva é o quarto colocado no ranking de motivos de lesões oculares.

  • Evite tocar nos olhos com as mãos sujas para prevenir infecções e lesões. É comum que o suor comece a escorrer pela testa. Mantenha uma toalha limpa por perto para se secar;
  • Óculos de sol com lentes de filtro UV devem ser usados por quem pratica esportes e atividades ao ar livre, exposto ao sol. Também é importante o uso de chapéu ou boné;
  • Os óculos de grau tornam-se perigosos durante a prática de certos exercícios físicos. Em atividades de alto impacto e velocidade, quando acontece uma colisão, os óculos podem gerar fragmentos e levar a cortes e lesões graves. O ideal é usar lentes de contato ou modelos próprios para a prática;
  • No futebol, evite cabeçadas e invista em equipamentos de proteção. Impactos muito fortes podem gerar o deslocamento de retina e lesões oculares.

Saiba mais sobre os problemas mais comuns da visão

  • Miopia – Dificuldade para enxergar o que está longe;
  • Hipermetropia – Dificuldade para enxergar o que está perto;
  • Astigmatismo – Dificuldade para enxergar, independentemente da distância
  • Ambliopia – Diminuição da capacidade visual que acontece, principalmente, pela falta de estímulo ao olho durante o desenvolvimento da visão;

Estrabismo – Desequilíbrio na função dos músculos oculares, fazendo com que os dois olhos não fixem o mesmo ponto ou objeto ao mesmo tempo. Pais e professores devem ficar atentos aos sinais de que a criança pode ter alguma dificuldade para enxergar e buscar ajuda médica o mais rápido possível.

 

Fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO)

Lubrificantes oculares, ou “Lágrimas Artificiais” como são mais conhecidos, são medicamentos amplamente utilizados em Oftalmologia: do tratamento da Síndrome do Olho Seco, ao Pós-operatório de Cirurgia Refrativa. No entanto, esse uso nem sempre ocorre da maneira correta.

O uso incorreto, começa muitas vezes por alguma “confusão” com outras categorias de medicamentos, tais como:

  • Vasoconstrictores: esses colírios têm por finalidade amenizar a “vermelhidão” presente em irritações da superfície ocular. Os efeitos, quando presentes, costumam ter curta duração e demandar múltiplas aplicações.
  • Corticóides: o uso inadvertido desses colírios pode ser ainda mais perigoso, pois eventualmente resultam em catarata, glaucoma ou, mesmo, agravamento de algumas infecções, particularmente, a Ceratite Epitelial Herpética.

Mesmo quando o medicamento for, de fato, um lubrificante, uma série de fatores deve ser levada em consideração por ocasião da escolha:

  • Composição: Determina a apresentação (sob a forma de gel, ou colírio); a quantidade de aplicações diárias; a possibilidade de ser utilizado sobre lentes de contato; o risco potencial de reações alérgicas, bem como o tempo de descarte após a abertura do frasco (sim, a data de validade expressa na embalagem faz referência ao produto lacrado, sendo poucos os que podem ser utilizados mais de 2 meses após o início do uso).
  • Preço: Há lubrificantes que custam por volta de R$ 15,00, enquanto outros superam os R$ 100,00.

Apesar de não demandarem prescrição médica para serem adquiridos, o Oftalmologista pode orientar a seleção do lubrificante mais apropriado às necessidades de cada paciente.

 

*Artigo publicado por Giuliano Freitas – Oftalmologista associado à SMO.

De acordo com levantamento da Organização Mundial de Saúde (OMS), até o final de 2021, pelo menos 35% da população mundial terá miopia. A estimativa dos especialistas na área da saúde, que já tratam a miopia como epidemia, é que avance e atinja mais da metade (52%) da população mundial em 2050.

O confinamento estrito para tentar evitar a propagação do novo coronavírus fez com que, por vários meses de 2020, crianças ao redor do mundo parassem de ir à escola e ao parque para brincar com os amigos como faziam antes da pandemia. Uma das consequências silenciosas desse isolamento obrigatório foi o aumento da miopia em menores. Pesquisas recentes de diferentes universidades da China, Canadá e América Latina evidenciam que o principal motivo do crescimento desta condição no último ano foi a falta de luz solar.

Os raios solares liberam dopamina na retina, uma substância que impede o globo ocular de ficar mais comprido e ajuda a prevenir o aumento da miopia.

Se as crianças não saem de casa e não recebem luz solar, seu corpo não gera esse neurotransmissor, e a doença é desencadeada.A luz artificial não substitui os raios do sol na geração da dopamina.

Esses e outros detalhes sobre a doença serão discutidos no dia 14 de julho de 2021, a partir de 19:30 hrs, em nosso evento “Novas tendências e estudos no controle da Miopia”. Participe desta troca de ideias conosco. A SMO está sempre presente no dia-a-dia do oftalmologista. O link do evento será disponibilizado em breve. Esperamos vocês!

Texto retirado do site Jornal Contábil

Você sabia que desde março de 2021, a visão monocular é classificada como deficiência sensorial, do tipo visual, para todos os efeitos legais? Essa determinação está prevista na Lei n. 14.126/2021.

Essa é uma ótima notícia para quem é portador de perda visual em um dos olhos.

Por muitos anos o INSS não considerou a visão monocular como um tipo de deficiência. Já o Judiciário tinha opinião contrária.

Agora, com essa nova lei, o entendimento é uniforme entre ambos e a decisão vem para garantir os direitos previdenciários para quem possui visão em apenas um olho.

Neste conteúdo, vamos explicar o que é a visão monocular e os direitos previdenciários que essa deficiência pode gerar ao segurado.

O que é Visão Monocular?

A visão monocular é considerada uma cegueira ou uma grave dificuldade de ver com um dos olhos. Seu CID é H54.4.

A pessoa com essa deficiência tem seu campo de visão reduzido e, inclusive, tem dificuldades em perceber questões de profundidade.

Essa situação pode trazer algumas complicações em atividades do dia a dia, na prática de esportes, dirigir, trabalhar, etc.

Como podemos perceber, essa condição pode comprometer a vida pessoal e profissional do indivíduo.

Por isso, essa nova lei vem para garantir o reconhecimento dessa deficiência e garantir os direitos ao cidadão acometido por ela.

Benefícios previdenciários para quem possui perda visual em um dos olhos

Com a lei 14.126/2021, a cegueira de apenas um olho passou a ser considerada uma deficiência.

Em virtude dessa decisão, o segurado passa a ter direito a alguns benefícios que antes, não era possível junto ao INSS.

Com a uniformização da lei, o segurado que possui a visão de apenas um olho poderá solicitar aposentadoria da pessoa com deficiência e, ainda, o Benefício Assistencial, conhecido como LOAs.

Outra possibilidade também, é a isenção do imposto de renda sobre os rendimentos de aposentadoria, pensão, ou reforma militar.

Vamos entender como cada um deles funciona.

Aposentadoria para quem tem visão monocular

Como já vimos em muitos conteúdos aqui em nosso blog, existem no INSS diversos tipos de aposentadoria.

Em virtude davisão monocular ser considerada como uma deficiência, logo, o primeiro benefício que vem em mente é a Aposentadoria da Pessoa com Deficiência.

Esse benefício é devido ao segurado que possui uma deficiência física, mental, intelectual ou sensorial. Essa modalidade pode ser dividida em dois tipos: por idade e por tempo de contribuição.

Aposentadoria PCD por idade

Como o nome já diz, para ter direito a esse benefício o segurado precisará atingir uma idade mínima para se aposentar. Além, claro de outros requisitos.

No caso da mulher, é preciso atingir 55 anos de idade e, no mínimo, 15 anos de contribuição. Nesses anos de contribuição, o trabalhador precisará comprovar a existência da deficiência nesse período.

Já para o homem, a idade mínima é de 60 anos de idade. Serão necessários também 15 anos de contribuição e comprovar a deficiência durante esse período.

Aposentadoria PCD por tempo de contribuição

Nesta modalidade de aposentadoria por tempo de contribuição, não será exigida uma idade mínima. Porém, o período mínimo exigido de trabalho varia conforme o grau da deficiência.

Esse grau pode ser leve, médio e grave.

LEVE: 33 anos de contribuição para os homens e 28 anos de contribuição para as mulheres;

MODERADA: 29 anos de contribuição para os homens e 24 anos de contribuição para as mulheres;

GRAVE: 25 anos de contribuição para os homens e 20 anos de contribuição para as mulheres;

E como saber qual é o grau da deficiência? O segurado deverá realizar perícia médica junto ao INSS para comprovar o grau da deficiência.

Quem tem visão monocular tem direito ao Loas

Outro benefício que a pessoa com visão monocular pode ter é o Benefício da Prestação Continuada da Pessoa com Deficiência.

Popularmente conhecido como LOAS, esse benefício garante um salário mínimo mensal à pessoa com deficiência.

Os requisitos exigidos são:

  • Possuir deficiência, de qualquer natureza, que impeça sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas OU estar possuir doença que gere incapacidade para o trabalho;
  • A renda familiar não pode ultrapassar 1/4 do salário mínimo por pessoa (o Judiciário acaba considerando, muitas vezes, renda de ½);
  • Cadastramento do beneficiário e de sua família no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal, o CadÚnico.
  • Inscrição do beneficiário e dos membros da família no Cadastro de Pessoa Física, CPF.
  • Por ser um benefício assistencial, não é obrigatória a contribuição para a Previdência Social.

Isenção do Imposto de Renda

A visão monocular passou a ser considerada como uma deficiência grave pela lei. Em virtude disso, é possível que seja solicitado a isenção do imposto de renda nessa situação.

A isenção se refere aos valores recebidos de aposentadoria, pensão ou reforma militar.

Se esse é o seu caso, separamos um conteúdo completo sobre Isenção do Imposto de Renda caso tenha interesse em entender mais sobre esse tema.

Conclusão

Ao chegar até aqui você aprendeu sobre os direitos da pessoa com visão monocular.

Essa deficiência passou a ser reconhecida pela lei, trazendo diversos benefícios aos seus portadores.

Uma decisão de extrema importância e mais do que merecida, visto que a visão de apenas um olho trás uma série de dificuldades na vida pessoal e profissional dessas pessoas.

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