SMO, CBO e AMMG apresentam: SMO Talks – “Lentes de Contato na Presbiopia”

No dia 31 de agosto, quarta-feira, às 19h30, a Sociedade Mineira de Oftalmologia (SMO) realiza mais uma edição do SMO TALKS! O evento conta com o apoio do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), Associação Médica de Minas Gerais (AMMG) e Allergan.

O tema dessa edição será “Lentes de Contato na Presbiopia“, com palestras dos Doutores Lucas Marques Rodrigues Piores e Breno de Mello Vitor (Vice-Presidente da SMO), além da participação dos doutores e diretores da SMO, João Neves de Medeiros, Wesley Moreira e Luiz Carlos Molinari.

O evento é aberto a toda comunidade médica e será transmitido ao vivo através da plataforma ZOOM.  Participe através do LINK. Não perca!


Confira como foi:

A Doença do Olho Seco é um dos diagnósticos mais prevalentes nas clínicas de oftalmologia. Recentemente, foi reconhecida como um problema de saúde pública global, pois traz muitas consequências, desde restrições às atividades de vida diária até custos econômicos de abordagem. Os estudos epidemiológicos dos Estados Unidos identificaram a condição em 5%–30% da população, o que a torna mais prevalente que o diabetes (10,5% da população dos EUA), doenças cardíacas (7% da população dos EUA) e câncer (3% da população dos EUA). É uma doença multifatorial do filme lacrimal pré-ocular com possível dano à superfície ocular. Os sintomas de olho seco variam de simples irritação transitória a desconforto persistente, fadiga, distúrbio visual e instabilidade do filme lacrimal.

Além disso, descobriu-se que sintomas oculares graves estavam associados a dificuldades no funcionamento social, físico e mental. Várias implicações socioeconômicas podem resultar de sintomas de olho seco, como aumento dos custos com cuidados de saúde e diminuição das medidas de qualidade de vida, como dirigir, assistir televisão, usar telefones celulares, ler, trabalhar no computador e bem-estar emocional. O tratamento do olho seco nos EUA foi estimado em US$ 700.000 por milhão de pacientes. Além disso, o custo anual total relatado varia de US$ 270.000 na França a US$ 1,10 milhão no Reino Unido por 1.000 pacientes.

No século 21, muitos comportamentos ambientais se desenvolveram, incluindo o tabagismo e a disseminação de tecnologias como smartphones e computadores. Além disso, a expectativa de vida humana média aumentou e, assim, as doenças crônicas e a ingestão de medicamentos se expandiram. Esses fatores podem ter sido atribuídos ao aumento da porcentagem da síndrome do olho seco em todo o mundo.

Fatores ambientais como poluição, clima e níveis de umidade estiveram ausentes em todos os estudos incluídos nesta revisão sistemática. No entanto, eles foram relatados em outros estudos. Além disso, outros fatores comprovadamente têm uma correlação com o Olho Seco como ômega3, doenças do tecido conjuntivo, radioterapia e deficiência de vitamina A não foram avaliadas.

O sexo feminino parece ser o fator de risco mais eficaz e isso é apoiado por muitos estudos. A alta prevalência de Olho Seco entre as mulheres pode estar relacionada aos efeitos hormonais nos quais os hormônios sexuais, especialmente os andrógenos, afetam as glândulas lacrimais, glândulas meibomianas, densidade de células caliciformes conjuntivais e sensibilidade da superfície ocular. No entanto, dois estudos não encontraram qualquer ligação entre sexo e Doença do Olho Seco, mas sua pesquisa foi restrita a idosos, quando os níveis de andrógenos são baixos em ambos os sexos.

Embora a idade tenha sido significativa apenas em 3 estudos, muitos estudos anteriores relataram sua implicação, pois com o envelhecimento a função da glândula lacrimal reduz e, portanto, aumenta os sintomas de olho seco. Por outro lado, prevalência semelhante entre os jovens em comparação com idosos pode estar associada ao uso de lentes de contato, aumento do uso de computadores e smartphones e cirurgias refrativas, todas associadas ao Olho Seco em muitas pesquisas. Além disso, doenças sistêmicas da população de idade avançada e declínio da sensibilidade ocular podem fazer com que eles subestimem a secura ocular. Os achados dessa revisão sistemática foram consistentes com outros estudos sobre lentes de contato e importância do uso do computador. Um estudo realizado na Austrália não mostrou associação entre lentes de contato e Doença do Olho Seco. Apesar disso, o tabagismo e o álcool não foram fatores de risco significativos na maioria das pesquisas realizadas; alguns estudos relataram sua significância.

Na categoria doenças, anormalidades da tireoide e hipertensão parecem ser fatores de risco para sintomas de olho seco. Vários fatores considerados no olho seco na doença da tireoide: Exoftalmia, lagoftalmo e fissura palpebral aumentada e essa correlação foi estabelecida em. No entanto, há ambiguidade na relação entre tireoide e Olho Seco na literatura. Em relação à hipertensão, aqueles que foram tratados para hipertensão são mais propensos a desenvolver sintomas de olho seco.

Apesar de apenas um estudo incluído nesta revisão ter provado a significância entre medicamentos para hipertensão e Olho Seco, isso foi relatado no estudo de saúde do médico. O diabetes mellitus não foi considerado fator de risco nesta revisão sistemática, o que pode ser explicado pelos resultados de um estudo recente no qual revelou que 65,3% dos diabéticos apresentam neuropatia periférica e redução da sensibilidade corneana leve a grave, os fez subestimar seus sintomas de olho seco. No entanto, o estresse e a artrite não foram comprovados como fatores de risco fortes nesta revisão, muitos estudos demonstraram sua forte correlação com os sintomas de olho seco.

Antidepressivos e anti-histamínicos foram os indicadores mais fortes para sintomas de Olho Seco na categoria de medicamentos. O antidepressivo apresentou-se para aumentar o risco de Olho Seco e é apoiado por outros estudos. O epitélio conjuntival humano contém receptores muscarínicos e adrenérgicos, portanto, há credibilidade biológica de que os medicamentos antidepressivos afetam a superfície ocular. Da mesma forma, anti-histamínicos e esteroides foram associados ao olho seco e muitos estudos estabeleceram esses resultados.

Portanto, o reconhecimento precoce e a prevenção são importantes para reduzir a carga de consequências do olho seco. Por exemplo, a prevenção primária por meio da educação e da eliminação dos fatores de risco pode melhorar os sintomas. Assim, pode reduzir problemas emocionais, psicológicos e funcionais desnecessários.

Atualmente, há uma falta de conhecimento sobre os fatores de risco mais importantes para a secura ocular. Este problema está se tornando importante em todo o mundo, especialmente com o aumento do uso de tecnologia, smartphones, computadores e lentes de contato. Sexo feminino, lentes de contato, uso de computador, anormalidades da tireoide, hipertensão, antidepressivo e anti-histamínico foram identificados como os fatores de risco mais fortes e comuns para a Síndrome do Olho Seco.

Na próxima segunda-feira, 27 de junho, às 19h30, a Sociedade Mineira de Oftalmologia (SMO) realiza mais uma edição do SMO TALKS! O evento conta com o apoio do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG).

Falaremos sobre “O dia a dia do Conselho Brasileiro de Oftalmologia“, e contaremos com a participação dos doutores Cristiano Caixeta (Presidente do CBO), Elisabeto Ribeiro Gonçalves, Homero Gusmão de Almeida e dos Diretores da SMO, João Neves de Medeiros e Luiz Carlos Molinari.

O evento é aberto a toda comunidade médica e será transmitido ao vivo através da plataforma ZOOM.  Participe através do LINK. Não perca!


Confira como foi:

Você é nosso convidado para o Webinar: Entendendo o Glaucoma, uma doença silenciosa que pode levar à cegueira. Dia 26 de maio (quinta-feira), às 19h30, pelo canal do YouTube da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG): https://www.youtube.com/user/sigaammg


Confira como foi:

Saiba mais sobre o Glaucoma no novo PodCast da AMMG, com o Diretor da Sociedade Mineira de Oftalmologia e da Associação Médica de Minas Gerais, Luiz Carlos Molinari. Clique e ouça: https://4et.us/rc6yv4

 

Na próxima quinta-feira, 28 de abril, às 19h30, a Sociedade Mineira de Oftalmologia (SMO) realiza mais uma edição do SMO TALKS! O evento conta com o apoio do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG).

O tema em discussão será “Urgências em Oftalmologia“, e terá a participação dos Doutores José Aloisio Massote, Marcus Vinícius Souza e Luis Felipe Carneiro, e mediação do Diretor da SMO, Luiz Carlos Molinari.

O evento é aberto a toda comunidade médica e será transmitido ao vivo através da plataforma ZOOM.  Participe através do LINK. Não perca!

 


Confira como foi:

 

Em abril é celebrado o mês de Prevenção e Combate à Cegueira. O diretor da Sociedade Mineira de Oftalmologia, Luiz Calos Molinari, fala no NOVO PODCAST AMMG sobre os perigos para a saúde da visão, da gestação à fase adulta, e como os médicos podem orientar seus pacientes.

Clique na imagem abaixo para ouvir e atualize-se!

A prevenção começa na infância. Especialistas chamam a atenção para o cuidado no uso de óculos falsificados, tempo exagerado de tela e a administração de medicamentos sem prescrição.

A atenção com a saúde ocular deve acontecer durante todas as fases da vida. Problemas com a visão podem dar os sinais em tenra idade e  a prevenção começa desde os primeiros dias de vida. Tem início na gestação, nos cuidados com a mãe durante o pré-natal, e nos recém-nascidos submetidos ao teste do olhinho, que é capaz de detectar, ainda na maternidade, doenças como catarata e glaucoma congênitos, tumor e outros problemas oculares.

A Sociedade Mineira de Oftalmologia chama a atenção, no mês de abril, que além da importância do diagnóstico precoce, os cuidados também devem ser tomados quanto ao uso de óculos falsificados, prescrição de óculos  de grau por não médicos, o tempo exagerado de telas, a administração de medicamentos sem prescrição ou de uso caseiro, que podem levar à cegueira.

Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 40% das causas de cegueira infantil são evitáveis ou tratáveis, e a prevenção é o melhor tratamento. A toxoplasmose, a rubéola e a sífilis podem afetar as mães e causar cegueira e problemas neurológicos na criança. E, durante a formação do feto, pode ocorrer má-formação dos olhos. O acometimento destes problemas torna o exame pré-natal essencial, uma vez que, com ele, será possível identificar precocemente e tratar adequadamente cada doença detectada, para que o bebê tenha uma boa saúde ocular.

É possível encontrar atendimento gratuito nos postos de saúde da rede pública. A unidade de saúde deverá prestar todas as informações a respeito da importância do pré-natal, como ter uma alimentação saudável, higiene pessoal e comportamento sexual. A saúde ocular do bebê precisa ser garantida desde essa fase. A mãe e o pediatra que trata do bebê precisam estar atentos ao tamanho, brilho, cor e o aspecto geral dos olhos do recém-nascido. Esse simples ato pode identificar possíveis alterações ou anormalidades. Trata-se do Teste do Olhinho, que detecta principalmente a catarata congênita, entre outras alterações, sendo um importante fator de prevenção da ambliopia no adulto. Em caso de qualquer problema, deve-se procurar um oftalmologista.

Recém-nascido até os 12 anos

A criança deve ser encaminhada ao oftalmologista antes de completar um ano, para identificar problemas que possam impedir o desenvolvimento de uma visão de qualidade, e prevenir a cegueira infantil. “Os erros de refração, assim como o estrabismo, devem ser diagnosticados o mais precocemente possível, propiciando a melhor visão com a correção óptica adequada, evitando o atraso do desenvolvimento e o olho preguiçoso (ambliopia). São indicados exames aos quatro e depois em torno dos seis anos, e antes da alfabetização, e aos oito anos, fase em que o olho humano completa o desenvolvimento funcional definitivo. Após estas etapas da infância as visitas ao especialista são anuais, ou a qualquer momento, caso haja queixas oculares.

A partir dos 13 anos

Levando-se em conta que o olho também envelhece, dos 13 aos 20 anos de idade os problemas de refração são mais frequentes (miopia, hipermetropia e astigmatismo), assim como o ceratocone, comum neste período da vida. Tais irregularidades visuais podem ser solucionadas com o uso de lentes corretoras, e até cirurgias personalizadas, nas idades adequadas e atendendo às indicações específicas. Essas são as de correção de grau e as técnicas de contenção do desenvolvimento do ceratocone.

Aos 40 anos

Aos 40 anos, o oftalmologista é procurado para solucionar as dificuldades de visão de perto; a presbiopia, conhecida como ‘vista cansada. É importante que neste período o paciente seja submetido a uma avaliação oftalmológica, e não adquira no comércio as lupas para leitura, pois pode haver um mascaramento de problemas oculares, como catarata, glaucoma e outras.

A partir dos 60 anos

Por volta dos 60 ou 65 anos podem surgir problemas com a perda da transparência do cristalino, ou catarata, um risco real de cegueira, reversível com o auxílio de cirurgia e implante de lente intraocular.

Cuidados especiais

Alguns problemas demandam maior atenção, como nos casos de pacientes usuários de lentes de contato, que passaram por cirurgia refrativa, como miopia, glaucoma de difícil controle e portadores de retinopatia diabética ou degeneração macular relacionada à idade (DMRI). Nesses casos, as consultas com o oftalmologista devem ser frequentes, para acompanhamento, e não apenas anuais. Destacamos que é possível prevenir e tratar muitas enfermidades, e quando o cuidado é iniciado precocemente as chances são ainda maiores. O exame é um ato médico e só deve ser realizado pelo oftalmologista.

No dia a dia algumas medidas são simples e contribuem para evitar doenças oculares. Mantenha os olhos sempre higienizados, utilize óculos de sol, bonés, chapéus, para proteger do vento e das ações de raios UVA e UVB e evite coçá-los com frequência. No caso de olho seco, o profissional pode indicar lubrificantes oculares, ou lágrimas artificiais adequadas. Evite automedicação, como colírios contendo corticoides, que podem aumentar a incidência de catarata ou glaucoma. Mediante qualquer queixa, como dor, sensação de areia, olhos vermelhos ou falhas na visão, procure um oftalmologista.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), revelam que 60% a 80% dos casos de cegueira são evitáveis, por isso, especialistas convocam a população para a retomada das consultas de rotina e para não desconsiderarem o acompanhamento com o oftalmologista.

Alguns problemas demandam maior atenção, como usuários de lentes de contato; pacientes que passaram por cirurgia refrativa; portadores de miopia; glaucoma de difícil controle; portadores de retinopatia diabética – pacientes com diabetes têm 40% de chances de ter glaucoma e 60% de desenvolver catarata –; pessoas com degeneração macular relacionada à idade (DMRI), que é uma perda progressiva da visão central, e a catarata, condição comum que ocorre com o envelhecimento. Nestes casos, as consultas com o oftalmologista devem ser regulares, para acompanhamento, e não apenas visitas anuais. É possível prevenir e tratar muitas enfermidades, e quando o cuidado é iniciado precocemente, as chances são ainda maiores.

Dicas para cuidar da visão
  • Não compre óculos falsificados, pois o uso indiscriminado pode gerar consequências sérias. No caso dos de sol, podem deixar os olhos ainda mais expostos aos raios ultravioleta;
  • A ambliopia é um problema ocular que atinge de 2 a 3% da população infantil. A doença consiste na baixa acuidade visual causada por alterações que prejudicam o desenvolvimento correto da visão. Com o acompanhamento do especialista durante a fase de desenvolvimento visual, problemas de refração vão sendo identificados e corrigidos; o que, em alguns casos, faz com que a ambliopia sequer tenha tempo de se instalar;
  • Reduza o tempo de tela. A principal causa da miopia é a herança genética, mas a exposição excessiva a telas e a redução do tempo ao ar livre interferem em sua manifestação. Especialistas defendem que sejam feitas mudanças na rotina dos jovens para manter a saúde ocular e prevenir ou reduzir a doença;
  • Adote hábitos de vida tenha uma alimentação balanceada;
  • Não fume;
  • Consulte um oftalmologista regularmente. Em caso de prevalência de doenças oculares na família, procure um especialista o quanto antes.O oftalmologista é o médico que deverá ser procurado para detectar as alterações oculares, em qualquer faixa etária.

Cuide de sua saúde ocular!

Conte conosco. Conte com a Sociedade Mineira de Oftalmologia/AMMG/CBO.

Sociedade Mineira de Oftalmologia (SMO), com o apoio do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), realiza no dia 17 de março, quinta-feira, às 19h30, a segunda edição de 2022 do SMO TALKS!

O tema do evento será “Cirurgia de troca de cristalino com finalidade refrativa“. Teremos a participação de José Beniz Neto (Ex-presidente do CBO), Fernando Trindade (Ex-Presidente da SBCII), e dos Diretores da SMO, Luiz Carlos Molinari (Secretário) e Wesley Moreira (Tesoureiro).

O evento é aberto a toda comunidade médica e será transmitido ao vivo através da plataforma ZOOM.  Participe através do LINK. Não perca!

 


Confira como foi:

 

As inscrições para a VII edição do Curso de Ciências Básicas em Oftalmologia já estão abertas!

O Curso será realizado do dia 14 de março a 1º de abril, com um total de 20 módulos (+ de 80 horas/aula). Os alunos poderão participar de discussões online semanais de casos clínicos ao vivo, contato direto com mentores para dúvidas, avaliações ao fim de cada módulo e acesso ao conteúdo por 3 meses.

Faça sua inscrição até o dia 14 de março através do LINK.

Investimento:

Residentes e Oftalmologistas (com comprovação): R$1.500,00

Acadêmicos de Medicina (com comprovação): R$700,00

Acadêmicos associados SAMMG e ABLAO (com comprovação): R$400,00

Dúvidas ou mais informações: sociedademineiradeoftalmologia@gmail.com

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