Glaucoma: SMO esclarece as principais dúvidas sobre a doença

De 8 a 14 de março aconteceu a semana Mundial do Glaucoma. Oftalmologistas alertam sobre a doença que é a principal causa de cegueira irreversível no mundo. Ela é crônica, danifica o nervo ótico e envolve a perda de células da retina responsáveis por enviar os impulsos nervosos ao cérebro.

O diretor da Sociedade Mineira de Oftalmologia (SMO), Luiz Carlos Molinari, explica que o Glaucoma é causado pela alta pressão ocular. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 10% dos casos de cegueira no mundo são ocasionados por esse mal. “O Glaucoma é silencioso, não apresenta sintomas. É preciso ficar atento e procurar um especialista se houver casos da doença na família.” De acordo com Molinari, é necessário desde cedo fazer um acompanhamento, uma vez que se não for tratado, pode levar à cegueira irreversível. Ele destaca ainda que, embora não se consiga afirmar exatamente por que uma pessoa desenvolve o glaucoma, estudos mostram que ele é mais frequente em pessoas:

  • idade avançada;
  • hipertensão arterial (pressão alta);
  • miopia elevada (graus muito altos de miopia);
  • histórico de glaucoma na família;
  • diabetes;
  • lesões oculares;
  • raça negra.

O glaucoma pode ser:

  • Congênito: presente no nascimento, os recém-nascidos apresentam globos oculares aumentados e córneas embaçadas;
  • Secundário: ocorre após cirurgia ocular, catarata avançada, uveítes, diabetes, traumas ou uso de corticoides;
  • Crônico: costuma atingir pessoas acima de 35 anos de idade. Uma das causas pode ser obstrução do escoamento de um líquido que existe dentro do olho chamado humor aquoso. No glaucoma crônico, os sintomas costumam aparecer em fase avançada, isto é, o paciente não nota a perda de visão até vivenciar a “visão tubular”, que ocorre quando há grande perda do campo visual (perda irreversível).

De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, aproximadamente 3% da população brasileira acima de 40 anos apresentam Glaucoma. “Somente o exame cuidadoso dos olhos – o que inclui a aferição da pressão intraocular e o exame de fundo de olho, – realizado por um médico oftalmologista, é capaz de detectar o glaucoma. O tratamento é feito com uso regular de colírios. Em alguns casos, aplicações de laser ou mesmo cirurgias podem ser necessárias para deter o avanço da doença.”

O tratamento também vai variar conforme o tipo de Glaucoma, que pode ser de ângulo aberto ou fechado. O primeiro é mais comum e não costuma apresentar sintomas, além da perda gradativa da visão. Já o de ângulo fechado são casos mais raros e graves, que precisam de emergência médica e vêm acompanhados de dores oculares, náuseas e distúrbios da visão. Consulte seu oftalmologista periodicamente, e faça a prevenção do glaucoma. Molinari orienta que é preciso procurar o oftalmologista se apresentar:

  • dores nos olhos;
  • visão distorcida;
  • aureolas de arco-íris ao redor das luzes;
  • dor de cabeça, náusea e vômito.

 

Fonte: Sociedade Mineira de Oftalmologia (SMO) e Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

É bem provável que ao observar os olhos de alguém, com 50 anos ou mais, você tenha notado um halo claro circundando a parte colorida dos olhos, é o chamado Arco Senil. Formado pela deposição de colesterol na córnea, o Arco Senil não traz prejuízos à visão, não necessitando de tratamento.

Observe o halo claro na periferia corneana, é o Arco Senil.

Caso esteja presente em pessoas mais jovens, pode significar que os níveis sanguíneos de colesterol e de outras gorduras encontram-se anormalmente altos. Como ocorre em outras ocasiões, um achado ao exame Oftálmico de rotina, pode ajudar na detecção ou acompanhamento de condições clínicas do(a) paciente.

 

*Artigo publicado por Giuliano Freitas – Oftalmologista associado à SMO.

Quando o assunto é “Cirurgia da Miopia” como alternativa ao uso de óculos ou lentes de contato, as pessoas costumam ter em mente a correção a laser. Tal procedimento, como regra geral, costuma ser indicado para pacientes com córneas normais e miopia de, no máximo 10 “graus”, ou mais apropriadamente, 10 dioptrias.

No entanto, há pacientes que apresentam miopias bem acima de 10 dioptrias, ou cujas córneas não sejam ideais para a correção a laser. Para esses pacientes, a melhor alternativa cirúrgica pode ser a indicação das chamadas “Lentes Fácicas”, as quais são implantadas dentro dos olhos.

Tal cirurgia difere da cirurgia de catarata, por não envolverem o cristalino. O que ocorre, é que se implantam lentes específicas para alto míopes anteriormente, ou posteriormente à íris, a depender do modelo indicado. O procedimento é considerado seguro e eficaz, além de preservar a córnea nos casos em que a ocorrência de ceratocone não pode ser descartada, podendo ser reversível, com a retirada das lentes, caso necessário.

Lente Fácica posicionada anteriormente à íris.
Lente Fácica posicionada posteriormente à íris.

Mais recentemente, lentes para correção do astigmatismo, com ou sem miopia ou hipermetropia, também foram desenvolvidas. Falaremos sobre o assunto em breve.

 

*Artigo publicado por Giuliano Freitas – Oftalmologista associado à SMO.

As lentes de contato gelatinosas filtrantes são lentes com colorações específicas utilizadas para melhorar o desconforto ocular ocasionado por uma fotofobia e/ou glare incapacitantes, bem como para melhorar a discriminação de cores por pacientes com discromatopsias eixo vermelho-verde¹.

Diferente das lentes coloridas cosméticas, o padrão de distribuição da pigmentação deve abranger a área pupilar e a estética não é o objetivo primário. As lentes gelatinosas coloridas cosméticas além de não resolverem a questão da fotofobia incapacitante, podem diminuir a performance visual pelo aumento das aberrações de alta ordem².

Fotofobia por definição seria a sensação de desconforto ocular ocasionado pela luminosidade³. Pode ser proveniente de alterações em várias estruturas oculares como por exemplo:

  • Corneanas: cicatrizes, ceratocone, olho seco, astigmatismo;
  • Cristalinianas: catarata subcapsular posterior;
  • Irianas: aniridia, colobomas;
  • Trato uveal: uveíte;
  • Retinianas: distrofia de cones, acromatopsia, stargardt, etc;
  • Causas extraoculares⁴: cefaléias, sequelas de TCE, blefarospasmo.

As causas retinianas são as mais propensas em causar uma fotofobia incapacitante até mesmo em ambientes internos. O desconforto chega ao ponto de comprometer atividades básicas da vida diária, socialização e até vida laboral. Nestes casos, a indicação e adaptação de lentes de contato gelatinosas filtrantes representa a possibilidade de resgate de uma melhor qualidade de vida.

São indicações para a adaptação de lentes de contato filtrantes gelatinosas:

  • Discromatopsias eixo vermelho-verde⁵
  • Distrofias de cones6
  • Acromatopsia7
  • Albinismo
  • Stargardt

Como em todas as adaptações de lente de contato, o paciente deve realizar um exame oftalmológico completo e posterior selecionar e realizar o teste da lente de contato.

Para fins didáticos dividiremos as adaptações em 2 grupos:

a) Pacientes com fotofobia incapacitante

  • Adaptação feita em ambos os olhos
  • Colorações possíveis: marrom e vermelha

b) Pacientes com discromatopsias eixo vermelho-verde

  • Geralmente adaptação monocular no olho não dominante, porém pode ser binocular. Realizar teste de cores sem lente e com lente de contato para comparação.
  • Coloração: vermelho

O vermelho melhora a fotofobia por apresentar ondas com maior comprimento e menor frequência. Isto contribui para menor desestabilização do pigmento presente nos bastonetes quando expostos a luminosidade.

A indicação das lentes de contato gelatinosas filtrantes deve ser individualizada. Esclarecimentos diminuem expectativas fantasiosas e aumentam o sucesso na adaptação.

Na adaptação, realiza-se um teste com a coloração escolhida em ambientes internos e externos. Deve-se mostrar as alterações estéticas decorrentes desta utilização. Sempre mensurar a acuidade visual com e sem lente, já que podem ocorrer reduções da acuidade visual e contraste.

Como todas as lentes de contato, a adaptação é um ato médico. Necessita ser precedida de um exame oftalmológico completo e ser acompanhada com controles periódicos.

 

*Artigo publicado por Mylene Matsuhara – Oftalmologista associada à SMO.

 

BIBLIOGRAFIA

  1. Matsuhara ML. Adaptação de Lentes de Contato em Visão Subnormal. In: Godinho C, Dantas B, Sobrinho M, Polisuk P.O Padrão CG em Lentes de Contato.2 ed. Rio de Janeiro: Cultura Médica/Guanabara Koogan;2010
  2. Hiraoka T, Ishii Y, Okamoto F, Oshika T. Influence of cosmetically tinted soft contact lenses on higher-order wavefront aberrations and visual performance. In: Graefes Arch Clin Exp Ophthalmol 2009 Feb:247(2)225-33
  3. Sei M. Estudo da Sensibilidade ao Contraste, do Glare e do Campo Visual na Baixa Visão. In: Sampaio MW, Haddad MAO, Costa Filho HA, Siaulys MOC. Baixa Visão e Cegueira- Os Caminhos para a Reabilitação, a Educação e a Inclusão.1ed. Rio de Janeiro: Cultura Médica/Guanabara Koogan;2009
  4. Katz BJ, Diare KB. Diagnosis, pathophysiology, and treatment of photophobia. In: Surv Ophthalmol.2016 Jul-Aug;61(4):466-77
  5. Mutilab HA, Sharanjeet-Kaur, Keu LK,Choo PF. Special tinted contact lens on colour-defects. In: Clin Ter.2012:163(3):199-204
  6. Park WL, Sunness JS. Red contact lenses for alleviation of photophobia in patients with cone, disorders. In: Am J Ophthalmol 2004 Apr;137(4);774-5
  7. Schornack MM, Brown WL, Siemsen DW. The use of tinted contact lenses in the management of achromatopsia. In: Optometry.2007 Jan;78(1); 17-22

Novo gene TLCD3B é identificado e associado à doença hereditária da retina. A descoberta é fruto da busca pelo diagnóstico molecular de 3 pacientes de duas famílias distintas consanguíneas do estado de Minas Gerais, avaliados pela pesquisadora Drª Fernanda Belga Ottoni Porto, oftalmologista associada à SMO.

A patogenicidade do gene foi confirmada pelo estudo de camundongos knokout. O artigo foi publicado em artigo no dia 20 de outubro de 2020 na Revista Genetics in Medicine.

Clique no link para acessar o artigo: https://rdcu.be/b8JPo

Uma revisão e avaliação crítica  da manifestação ocular e a presença de SARS-CoV-2 por meio da positividade da PCR de amostras oculares em pacientes relacionados ao COVID-19. Além disso, avaliar o tempo e a gravidade da associação da manifestação ocular à doença sistêmica da COVID-19.

Métodos e análises

Uma pesquisa sistemática da literatura nos bancos de dados PubMed, ScienceDirect e Google Scholar foi realizada usando itens de relatório preferenciais padronizados para revisões sistemáticas e diretriz MetaAnalyses. As palavras-chave selecionadas estavam relacionadas à COVID-19, manifestação ocular e teste PCR de SARS-CoV-2. Os estudos foram avaliados quanto à sua validade e os dados foram extraídos por dois revisores independentes. Estudos observacionais, séries de casos e relatos de casos foram incluídos se atendessem aos critérios de seleção. Meta-análise foi realizada para estimar a prevalência combinada de manifestações oculares e positividade de PCR de lágrimas.

Resultados

Trinta e um artigos foram revisados qualitativamente e 14 estudos foram incluídos na meta-análise. A prevalência combinada de manifestação ocular entre pacientes relacionados ao COVID-19 foi de 0,05 (IC de 95% 0,02% a 0,08). A taxa geral de positividade da PCR de amostras de lágrimas de pacientes relacionados ao COVID-19 que apresentam manifestação ocular foi de 0,38 (IC de 95% 0,14% a 0,65). A manifestação ocular pode preceder a manifestação sistêmica em cerca de 0,28 (IC 95% 0,05% a 0,58) dos pacientes relacionados com COVID-19 com manifestações oculares. Além disso, a manifestação ocular não foi associada a uma forma grave de COVID-19.

Conclusão

Embora o número geral de manifestações oculares e a taxa de positividade da PCR para SARS-CoV-2 de amostras oculares fossem muito baixos, cerca de um quarto dos pacientes relacionados a COVID-19 com manifestação ocular apresentaram sua manifestação ocular mais cedo do que a manifestação sistêmica, independentemente da gravidade. Curiosamente, a PCR do SARS-CoV-2 foi positiva em um terço das amostras oculares, o que poderia potencialmente ser a fonte de infecção do trato respiratório e do ambiente, embora a infectividade ainda não tenha sido determinada.

O que já se sabe sobre este assunto?

O SARS-CoV-2 pode infectar e se replicar nos olhos por meio do receptor da enzima 2 do receptor da angiotensina encontrado na conjuntiva e na córnea.

► Foi relatado conjuntivite entre pacientes com COVID-19.

► O ducto nasolacrimal pode transmitir o vírus dos olhos para a nasofaringe.

Quais são as novas descobertas?

► A prevalência geral de manifestação ocular entre pacientes com COVID-19 é de 5%.

► Cerca de um quarto das manifestações oculares podem preceder as manifestações sistêmicas entre os pacientes relacionados com COVID-19 com manifestações oculares.

► A PCR de SARS-CoV-2 foi positiva em um terço das amostras oculares entre pacientes relacionados à COVID-19 com manifestação ocular.

Como esses resultados podem mudar o foco da pesquisa ou da prática clínica?

► Conjuntivite em pacientes com suspeita de COVID-19 pode ser a fonte de infecção devido ao SARS-COV-2.

► A detecção de SARS-CoV-2 em amostras oculares é difícil. Ainda assim, oftalmologistas ou clínicos gerais que enfrentam conjuntivite em pacientes com alta suspeita de COVID-19 ou em áreas com alta transmissão de COVID-19 devem usar equipamento de proteção individual adequado, incluindo máscara e óculos / protetor facial.

 

*Artigo publicado por Luiz Carlos Molinari – Oftalmologista e Presidente da SMO.

 

Referências Bibliográficas:

La Distia Nora R, et al.
BMJ Open Ophth 2020;5:edoi:10.1136/bmjophth-2020
Are eyes the windows to COVID-19? Systematic review and meta-analysis.
BMJ Open Ophthalmology

Sociedade Mineira de Oftalmologia (SMO), com o apoio da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), convida a todos os profissionais médicos a acompanharem a 3ª edição do SMO Talks, evento gratuito e online, que acontece no próximo dia 22, quinta-feira, às 19 horas.

O tema do evento será “Materiais, marcações e análise de lentes oftálmicas” e terá a participação do oftalmologista e associado da SMO, Dr. Marcus Vinícius Souza, e do gerente de treinamento Essilor, Luiz André Muller.

O evento será realizado através da plataforma ZOOM. Para participar, basta se inscrever no link.

A Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, após ofício encaminhado pela SMO, encaminhou memorando às regionais, reforçando sobre a necessidade do combate ao exercício ilegal da Medicina nos municípios mineiros.

No memorando, a SESMG aponta o julgamento da ADPF 131 e reforça a necessidade de aprimorar a qualidade da saúde pública ofertado aos cidadãos mineiros.

Mais uma importante ação desenvolvida pela SMO. Filie-se e nos ajude a combater o exercício ilegal da medicina.

RESPOSTA OFICIO SMO 008 SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE MG

Em 2020, no dia 8 de outubro, oftalmologistas fazem um alerta

para o cuidado com os olhos e a importância de consultas

preventivas com médicos especialistas

Hoje, no Brasil, há mais de 1,2 milhão de cegos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Estima-se que 60% das cegueiras são evitáveis, o que significa que quase 700 mil brasileiros que são cegos, poderiam não ser, se tivessem recebido um diagnóstico precoce e tratamento adequado. Este é o recado que médicos oftalmologistas reforçam no Dia Mundial da Visãocelebrado no dia oito de outubro, data comemorada sempre na segunda quinta-feira do mês.

De acordo com Luiz Carlos Molinari Gomes, presidente da Sociedade Mineira de Oftalmologia (SMO), os problemas mais comuns que levam à perda de visão são os chamados erros de refração (miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia), e o estrabismo, que também acabam sendo mais facilmente identificáveis pelos pacientes. Lembrando que além disso, temos uma alteração corneana chamada ceratocone, que surge na puberdade e adolescência, e que também é extremamente prejudicial à visão. Lembrando que o uso exagerado das telas (celulares, tablets) também deve ser discutido e alertado nesta fase da vida. “Porém, há uma série de problemas de saúde que são considerados silenciosos, por não apresentarem sintomas visíveis, como retinopatia diabética, glaucoma, toxoplasmose ocular, catarata, degeneração macular relacionada à idade, descolamento de retina, entre outros.”

“Em 2010, pouco mais de 28% da população mundial era afetada pela miopia. De acordo com o Atlas do IAPB (Agência Internacional para Prevenção da Cegueira), prevê-se que este valor aumente para 34% até hoje, 2020, e quase 50% até 2050. Em alguns países asiáticos, 70% das pessoas com 17 anos ou mais são míopes. A miopia comumente surge na infância e é devida a um descompasso entre o comprimento do globo ocular e sua potência óptica, resultando em foco de luz na frente da retina e, assim, causando dificuldade de visão à distância.”

Vale a pena se fazer a pergunta: quando foi a última vez que você estimulou as pessoas a seu redor a fazerem um exame oftalmológico? Você tem conversado com sua família, amigos, colegas?

De acordo com especialistas, independentemente da idade, as doenças da visão costumam reduzir drasticamente a qualidade de vida das pessoas. “O impacto social da cegueira deve ser considerado na formulação de políticas públicas. Para diminuir o número de cegos no país, é necessário ampliar o conhecimento da população sobre a doença e garantir o acesso ao tratamento”, afirma o especialista.

Dados sobre a visão no mundo

  • 285 milhões de pessoas sofrem de deficiência visual moderada ou grave;
  • 90% destas pessoas vivem em países em desenvolvimento;
  • 65% destas pessoas têm mais de 50 anos;
  • Cerca de 40 milhões de pessoas são cegas;
  • A cada 5 segundos uma pessoa fica cega no mundo;
  • 60% da deficiência visual é evitável, podendo ser prevenida ou tratada.

Informações gerais 

  • 90% dos casos de cegueira ocorrem nas áreas pobres do mundo, e 60% são evitáveis;
  • 40% das cegueiras têm conotação genética (são hereditárias) e 25% têm causa infecciosa;
  • Mais de 20% das cegueiras já instaladas são recuperáveis.
  • Cicatrizes corneanas (notadamente na África e nos países mais pobres da Ásia);
  • Catarata e glaucoma (independente das condições econômicas);
  • Retinopatia da prematuridade (em países de renda alta e média e em algumas cidades na Ásia);
  • Erros de refração (em todo o mundo, mas especialmente, no Sudeste da Ásia);
  • Baixa visão, que engloba a deficiência visual e cegueira por causas intratáveis, em todas as regiões do mundo.

Principais causas de cegueira infantil por etiologia

  • Hereditária: distrofia retiniana, catarata, aniridia, albinismo 
  • Infância: deficiência de vitamina A, sarampo, meningite,  trauma
  • Perinatal: retinopatia da prematuridade, oftalmia neonatal, alteração cortical, asfixia neonatal
  • Intrauterina: rubéola, álcool, toxoplasmose 
  • Desconhecida: anomalias, início desconhecido.

Na fase adulta e idosos: catarata, glaucoma, degeneração macular relacionada à idade, retinopatia diabética.

Em resumo, a prevenção vai desde a gestação até a velhice. Cuide de sua saúde ocular. Cuide de sua visão. Cuide daqueles que você ama.

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