Secretaria de Saúde (MG) reforça o combate ao exercício ilegal da Medicina após ofício da SMO

A Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, após ofício encaminhado pela SMO, encaminhou memorando às regionais, reforçando sobre a necessidade do combate ao exercício ilegal da Medicina nos municípios mineiros.

No memorando, a SESMG aponta o julgamento da ADPF 131 e reforça a necessidade de aprimorar a qualidade da saúde pública ofertado aos cidadãos mineiros.

Mais uma importante ação desenvolvida pela SMO. Filie-se e nos ajude a combater o exercício ilegal da medicina.

RESPOSTA OFICIO SMO 008 SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE MG

Em 2020, no dia 8 de outubro, oftalmologistas fazem um alerta

para o cuidado com os olhos e a importância de consultas

preventivas com médicos especialistas

Hoje, no Brasil, há mais de 1,2 milhão de cegos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Estima-se que 60% das cegueiras são evitáveis, o que significa que quase 700 mil brasileiros que são cegos, poderiam não ser, se tivessem recebido um diagnóstico precoce e tratamento adequado. Este é o recado que médicos oftalmologistas reforçam no Dia Mundial da Visãocelebrado no dia oito de outubro, data comemorada sempre na segunda quinta-feira do mês.

De acordo com Luiz Carlos Molinari Gomes, presidente da Sociedade Mineira de Oftalmologia (SMO), os problemas mais comuns que levam à perda de visão são os chamados erros de refração (miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia), e o estrabismo, que também acabam sendo mais facilmente identificáveis pelos pacientes. Lembrando que além disso, temos uma alteração corneana chamada ceratocone, que surge na puberdade e adolescência, e que também é extremamente prejudicial à visão. Lembrando que o uso exagerado das telas (celulares, tablets) também deve ser discutido e alertado nesta fase da vida. “Porém, há uma série de problemas de saúde que são considerados silenciosos, por não apresentarem sintomas visíveis, como retinopatia diabética, glaucoma, toxoplasmose ocular, catarata, degeneração macular relacionada à idade, descolamento de retina, entre outros.”

“Em 2010, pouco mais de 28% da população mundial era afetada pela miopia. De acordo com o Atlas do IAPB (Agência Internacional para Prevenção da Cegueira), prevê-se que este valor aumente para 34% até hoje, 2020, e quase 50% até 2050. Em alguns países asiáticos, 70% das pessoas com 17 anos ou mais são míopes. A miopia comumente surge na infância e é devida a um descompasso entre o comprimento do globo ocular e sua potência óptica, resultando em foco de luz na frente da retina e, assim, causando dificuldade de visão à distância.”

Vale a pena se fazer a pergunta: quando foi a última vez que você estimulou as pessoas a seu redor a fazerem um exame oftalmológico? Você tem conversado com sua família, amigos, colegas?

De acordo com especialistas, independentemente da idade, as doenças da visão costumam reduzir drasticamente a qualidade de vida das pessoas. “O impacto social da cegueira deve ser considerado na formulação de políticas públicas. Para diminuir o número de cegos no país, é necessário ampliar o conhecimento da população sobre a doença e garantir o acesso ao tratamento”, afirma o especialista.

Dados sobre a visão no mundo

  • 285 milhões de pessoas sofrem de deficiência visual moderada ou grave;
  • 90% destas pessoas vivem em países em desenvolvimento;
  • 65% destas pessoas têm mais de 50 anos;
  • Cerca de 40 milhões de pessoas são cegas;
  • A cada 5 segundos uma pessoa fica cega no mundo;
  • 60% da deficiência visual é evitável, podendo ser prevenida ou tratada.

Informações gerais 

  • 90% dos casos de cegueira ocorrem nas áreas pobres do mundo, e 60% são evitáveis;
  • 40% das cegueiras têm conotação genética (são hereditárias) e 25% têm causa infecciosa;
  • Mais de 20% das cegueiras já instaladas são recuperáveis.
  • Cicatrizes corneanas (notadamente na África e nos países mais pobres da Ásia);
  • Catarata e glaucoma (independente das condições econômicas);
  • Retinopatia da prematuridade (em países de renda alta e média e em algumas cidades na Ásia);
  • Erros de refração (em todo o mundo, mas especialmente, no Sudeste da Ásia);
  • Baixa visão, que engloba a deficiência visual e cegueira por causas intratáveis, em todas as regiões do mundo.

Principais causas de cegueira infantil por etiologia

  • Hereditária: distrofia retiniana, catarata, aniridia, albinismo 
  • Infância: deficiência de vitamina A, sarampo, meningite,  trauma
  • Perinatal: retinopatia da prematuridade, oftalmia neonatal, alteração cortical, asfixia neonatal
  • Intrauterina: rubéola, álcool, toxoplasmose 
  • Desconhecida: anomalias, início desconhecido.

Na fase adulta e idosos: catarata, glaucoma, degeneração macular relacionada à idade, retinopatia diabética.

Em resumo, a prevenção vai desde a gestação até a velhice. Cuide de sua saúde ocular. Cuide de sua visão. Cuide daqueles que você ama.

Sociedade Mineira de Oftalmologia (SMO), com o apoio da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), convida a todos os profissionais médicos a acompanharem a 2ª edição do SMO Talks, evento gratuito e online, que acontece no próximo dia 13, terça-feira, às 18 horas.

O evento contará com a palestra “Por que a mentoria no ensino da Oftalmologia no séc. XXI é importante?”, ministrada pela Professora Zélia Correa. Participam do debate os professores Maria Auxiliadora Frazão, Newton Kara Jr., Marcus Vinícius Souza, Luiz Carlos Molinari e Eric Pinheiro de Andrade.

O evento será realizado através da plataforma ZOOM. Para participar, basta clicar no link.

 

Confira como foi a 1ª edição do SMO Talks:

As conjuntivites alérgicas fazem parte das alergias oculares que, de acordo com o último Consenso Latino Americano de Alergia Ocular (2011), é “uma doença  inflamatória da superfície ocular, frequentemente recorrente, cujo mecanismo fisiopatológico básico é a hipersensibilidade Tipo I, associada ou não a outros tipos de reação de hipersensibilidade”.

Afetam em torno de 20% da população e suas formas mais frequentes são: conjuntivite sazonal (SAC), conjuntivite perene (PAC), ceratoconjuntivite vernal ou primaveril (VKC) e ceratoconjuntivite atópica (AKC). Quanto à duração, podem ser divididas em: aguda , crônica e recorrente.

O principal sintoma da alergia ocular é o prurido (coceira), é tão importante, que podemos dizer, que se ele não é relatado, devemos pensar em outra patologia. Sensação de ardor, lacrimejamento e queimação são também frequentemente informados. Os sinais principais são: hiperemia, edema conjuntival e palpebral (fig.1), micropapilas tarsais superiores e secreção mucosa. Nos casos mais graves encontramos papilas tarsais gigantes (> 1mm) (fig.2), papilas limbar (fig.3), pontos de Horner-Trantas (fig.4) e úlceras de córnea (úlceras em escudo) (fig.5).

Figura 1 – Edema de Conjuntiva
Figura 2 – Papilas gigantes
Figura 3 – Papilas Limbar
Figura 4 – Pontos de Horner-Trantas
Figura 5 – Úlcera em escudo

É uma patologia caracteristicamente bilateral, mas com assimetria de intensidade. A associação com outras formas de alergia é um padrão, sendo a rinite a mais frequente (rinoconjuntivite alérgica).

O diagnóstico é principalmente clínico, feito no consultório oftalmológico, com auxilio da lâmpada de fenda, fluoresceína e outros corantes. Pesquisas de eosinófilos no raspado conjuntival, citologia de impressão, dosagem de IgE sanguíneo e de histamina e triptase na lágrima são recursos mais utilizados em pesquisa.

Conjuntivite Sazonal (SAC)

Ocorre em indivíduos previamente sensibilizados, quando em contato novamente com o (os) alérgeno(s) desencadeante(s), esse(s) se liga(m) à IgE específica presas à parede de mastócitos conjuntivais, causando sua degranulação com liberação da cascata de mediadores alérgicos e inflamatórios.

É a forma mais comum de alergia ocular, mas muitas vezes a sintomatologia é branda, autolimitada, resolvendo os episódios sem necessidade de ajuda médica. É frequentemente desencadeada por fatores externos (outdoor) como pólen e gramíneas, variando durante as estações do ano, verão, primavera e outono.

É caracterizada por hiperemia, prurido, podendo evoluir para quemose conjuntival, afetando crianças, jovens e adultos.

Conjuntivites Perenes (PAC)

As Perenes tem apresentação clínica muito semelhante às sazonais, porém são crônicas, ocorrendo durante todo o ano, com curtos períodos de tranquilidade.

São causadas por fatores domésticos (indoor), como ácaros, poeira, mofo e pelos de animais.

Ceratoconjuntivite Vernal (VKC)

Forma mais agressiva do que as anteriores porque além de agredir a conjuntiva, compromete a córnea e as pálpebras (principalmente o tarso superior), podendo levar à baixa de acuidade visual definitiva ou de difícil solução.

Além da hipersensibilidade tipo I, a tipo IV também parece estar envolvida no processo. A cadeia inflamatória desencadeada pela degranulação de mastócitos associada a outros mecanismos envolvendo respostas mediadas por linfócitos Th2, IgG, basófilos e hipersensibilidade tardia, é extremamente agressiva e prolongada.

Atinge mais meninos (3,2:1) do que meninas,  geralmente inicia-se antes dos 10 anos de idade, estendendo-se até adolescência. Típica de países quentes, secos e clima subtropical, sendo rara nos países frios.

Frequentemente convive com outras atopias, principalmente asma e rinite, desencadeadas por pólen (mais comum), ácaros, fungos e epitélio de animais. Além do prurido, outros queixas e achados clínicos completam o quadro: fotofobia, secreção mucosa, lacrimejamento, queimação, sensação de corpo estranho, dor e piora da acuidade visual.

No exame ocular podemos encontrar papilas tarsais superiores e limbares gigantes (>1 mm), limbo gelatinoso, pontos de Horner-Trantas (pontos elevados e esbranquiçados formados por eosinófilos degenerados e restos de células epiteliais), ceratite puncttata e úlceras em escudo.

A associação com ceratocone está demonstrada amplamente na literatura.

Ceratoconjuntivite Atópica (AKC)

Inflamação crônica, bilateral da conjuntiva e pálpebras, associada à dermatite atópica. Diferentemente das anteriores, é mais frequente em homens com mais de 40 anos, atópicos, desencadeada após exposição a ácaros e pelos de animais.

Como a VCK, as hipersensibilidades tipo I e IV são responsáveis pelas agressões oculares e palpebrais, desencadeando prurido, lacrimejamento, visão embaçada, fotofobia, espessamento e descamação palpebral, madarose ciliar e de sobrancelha. O ceratocone também é mais frequente nesses pacientes.

Tratamento geral

  • Evitar coçar os olhos (degranulação mecânica dos mastócitos e aumentam a chances de ceratocone);
  • Compressas frias (melhora do edema e do prurido);
  • Uso de lágrimas artificiais (diluir e remover os alérgenos);
  • Evitar ou diminuir o contato com os alérgenos conhecidos.

Tratamento tópico e sistêmico

  • Anti-histamínicos: Emedastina, pouco eficaz, quando usado isoladamente.
  • Estabilizadores de mastócitos: cromoglicato de sódio, nedocromil e lodoxamide. Levam de 5 a 14 dias para atingirem o pico de ação, uso de 6/6h.
  • Estabilizadores de mastócitos e anti-histamínicos (colírios de dupla ação): drogas de escolha para o tratamento das conjuntivites sazonais e perenes. Como opções, temos: olopatadine, alcaftadine, epinastina, cetotifeno. Além de atuarem em mais de uma fase do ciclo alérgico, a posologia é mais prática (1 gota de 12/12h ou 1 vez ao dia) e o início da ação ocorre após minutos da instilação.
  • Anti-inflamatórios não esteroides: menos potentes do que os anti-histamínicos , mas estão indicados nos casos que o quadro inflamatório é importante ( geralmente nas VKC e AKC).
  • Anti-inflamatórios esteroides: extremamente eficientes, porém devem ser usados apenas nos casos refratários às drogas de dupla ação, mais comumente as VKC e AKC, pela possibilidade de causar glaucoma e catarata. Quando indicados, a preferência é pelos chamados “esteroides de superfície ou soft steroids”; loteprednol e fluormetolona, pela baixa penetração na câmara anterior, consequentemente com menor risco de glaucoma e catarata. Iniciar com dose de 4x /dia reduzindo gradativamente.
  • Anti-histamínicos orais: comparados com os tópicos, demoram mais para agir e são menos efetivos.
  • Imunomoduladores: usados em associação aos corticoides ou na tentativa de substituição dos mesmos naqueles casos graves, corticoide dependentes. Ciclosporina e tracrolimus são inibidores da calcineurina, têm ação semelhante aos corticoides, porém sem casar glaucoma ou catarata. Seu uso tópico para ceratoconjuntivite ainda não está liberado nos EUA e Europa, faltando ainda definição de concentração e posologia. No Japão já são liberados para casos graves de ceratoconjuntivite. No Brasil já foram publicados vários trabalhos usando ciclosporina colírio 1 ou 2% e tacrolimus 0,1 ou 0,03% na forma de colírio e pomada, com bons resultados, mas ainda permanecem em estudos.
  • Imunoterapia: a eficácia de imunoterapia subcutânea é bem estabelecida para a atopia de modo geral, sendo válida como tratamento complementar para as  conjuntivites. O uso sublingual também tem demonstrado melhora dos sintomas oculares. As melhores respostas são encontradas nos casos IgE mediados e quando se identifica o agente desencadeante. A avaliação por um alergologista é muito importante para se traçar um perfil alérgico do paciente através de testes cutâneos (prick teste) ou sanguíneos. Com esse conhecimento, o paciente e os familiares poderão evitar os alérgenos  causadores, melhorando muito  o resultado do tratamento.

 

*Artigo publicado por Pedro Paulo Reis – Oftalmologista associado à SMO.

O diabetes mellitus é uma doença bastante prevalente. Estima-se que aproximadamente 10% da população mundial é diabética. Trata-se de uma doença que pode afetar a saúde ocular, principalmente quando acomete uma estrutura nobre do olho denominada retina. Retinopatia diabética é o termo utilizado quando existe comprometimento da retina pelo diabetes. A retinopatia diabética é a principal causa de baixa visual em pacientes na faixa etária economicamente ativa, ou seja, pacientes entre 25 e 65 anos. O comprometimento visual tem um grande impacto na qualidade de vida do paciente diabético. Abaixo encontram-se 4 dicas para preservação da saúde ocular do paciente diabético:

  1. Mantenha controle periódico com médico endocrinologista. Ele será responsável por solicitar exames complementares necessários e orientar sobre o tratamento sistêmico. O tratamento deve ser individualizado, muitas vezes a medicação de um paciente difere da necessidade de outro paciente. Portanto, siga as orientações do seu endocrinologista em relação aos medicamentos para o controle/tratamento da sua doença.
  2. Tenha uma alimentação balanceada, se possível sob orientação do nutricionista. A alimentação balanceada tem papel não somente para o controle glicêmico, mas também para melhoria do bem-estar geral dos indivíduos.
  3. Faça exercícios físicos regularmente. A atividade física é muito importante para a manutenção da saúde como um todo. No caso do diabetes, os exercícios ajudam a controlar os níveis de açúcar e melhoram a ação da insulina, além de ajudar a reduzir/controlar o peso e fortalecer o coração.
  4. Visite seu médico oftalmologista. Todo paciente diabético deve passar regularmente por um exame de fundo de olho. O objetivo desse exame é diagnosticar precocemente a retinopatia diabética e preservar a boa visão do paciente. Com o diagnóstico precoce, o tratamento será mais simples e possivelmente com excelentes resultados visuais. Doenças em estágio avançado tornam os tratamentos mais complexos e a baixa visual pode ser irreversível em alguns casos.

Atualmente existem várias modalidades de tratamento da retinopatia diabética, desde a aplicação de LASER, uso de medicamentos intraoculares e cirurgias. O tratamento da retinopatia diabética é eficaz em mais de 90% dos casos na prevenção de baixa visual.

Faça uma consulta com o oftalmologista! Ele é fundamental para a preservação da saúde ocular do paciente diabético.

*Artigo publicado por Frederico Braga Pereira – Oftalmologista associado à SMO.

Ocasionalmente, pacientes questionam se deveriam priorizar lentes com filtro para luz azul (geralmente mais caras), em detrimento das lentes convencionais.

Fabricantes têm divulgado vantagens como menor desconforto ao uso de computadores, tablets ou celulares; proteção à retina, diminuindo os riscos de degeneração macular relacionada à idade; propondo, inclusive, melhora no padrão do sono entre usuários de lentes com filtro para luz azul. Entretanto, tais afirmações, até o momento, carecem de comprovação científica. Isto é o que se sabe de fato:

  • Para que se utilize confortavelmente equipamentos eletrônicos, a postura deve ser adequada, mantendo a tela cerca de 1 braço de distância, inferiormente aos olhos. A lubrificação e alinhamento oculares devem ser normais, sendo que a eventual ocorrência de “grau” deve ser compensada pelo uso de óculos ou lentes de contato, ou corrigidas cirurgicamente. Iluminação ambiente adequada e pausas regulares também são comumente indicadas;
  • A luz que comprovadamente traz malefícios aos olhos são os raios ultravioleta (não a luz azul). Mesmo assim, até o momento, não fora demonstrada ocorrência significativa desses raios na luz emitida pelas telas de eletrônicos de uso cotidiano;
  • A qualidade do sono é influenciada por uma infinidade de fatores, sendo que a exposição à luz azul, ainda que seja um deles, não parece constar entre os mais importantes.

Com base nestas informações, conclui-se que não há vantagens consistentes que justifiquem a preferência pelas lentes com “proteção” à luz azul. Certamente, esta recomendação pode mudar, caso surjam robustas evidências em contrário.

*Artigo publicado por Giuliano Freitas – Oftalmologista associado à SMO.

As lentes de contato são excelentes recursos ópticos. Sua adaptação é regida pela resolução CFM 1965/2011. Fica, desta forma, definido que a adaptação é um ato exclusivo do médico baseado em exame ocular completo recente e exames complementares pertinentes.

A partir desta análise, o oftalmologista definirá a lente mais adequada para cada paciente, com base na lubrificação do olho, curvatura da córnea, “grau”, dentre outros fatores .

Temos lentes de uso único, quinzenal, mensal e anual. Há opções para pacientes com vista cansada , astígmatas e com alterações corneanas. Existem lentes de contato com proteção UV, transitions, indicadas para aqueles com incômodo quando expostos à luz.

Quanto ao material, as lentes de contato podem ser rígidas ou gelatinosas. As rígidas são adequadas para qualquer tipo de grau e são fundamentais para dar boa visão aos pacientes com alterações superficiais de córnea. O conforto inicial é menor , porém o olho tende a se acostumar .

As gelatinosas, por sua vez, são extremamente confortáveis e geralmente utilizadas nos pacientes com córneas normais. As lentes tendem a melhorar a nitidez e ampliar o campo de visão.

Apesar dos inúmeros benefícios, é fundamental trocá-las no período indicado, e ter bons hábitos de higiene. As lentes de uso único devem ser descartadas após a sua remoção do olho. As de troca programada devem ser trocadas dentro do período recomendado, mesmo não fazendo o uso diário das mesmas.

É necessário utilizar as soluções próprias de limpeza para lente e renová-las diariamente no estojo. Antes de remover e colocá-las, é preciso lavar e secar as mãos, e a lente deve ser limpa e enxaguada com a solução específica, antes de ser guardada no estojo. O estojo deve ser lavado uma vez por semana com água e sabão e com as soluções apropriadas, e trocado a cada três ou quatro meses.

A não observância a estes cuidados pode levar a processos alérgicos e ou infecciosos nos olhos. Em casos extremos, é possível ocorrer lesão permanente no olho e perda da nitidez das imagens e consequente deficiência visual. Tendo em vista toda esta gama de opções e variáveis, somente o médico oftalmologista poderá orientar e adaptar as lentes de contato nos seus pacientes.

 

*Artigo publicado por Breno de Mello Vitor – Oftalmologista associado à SMO.

Muitas pessoas imaginam que a determinação do “grau” de cada olho seja uma mensuração simples e inequívoca, indicada mecanicamente por algum equipamento. Ou ainda, que a prescrição de lentes corretivas, sejam elas, por meio de óculos ou lentes de contato, ocorreria como consequência óbvia dessa mensuração.

A realidade, no entanto, é bem mais complexa. Fatores próprios de cada paciente, como idade, estado geral de saúde, eventual ocorrência de alguma doença ocular (3.892 são conhecidas!!!), ocupação profissional e, mesmo, a estatura devem ser levados em consideração para a prescrição. Imaginemos alguns exemplos simples:

  • Duas pessoas saudáveis, com 1,50 de hipermetropia em ambos os olhos, uma aos 17 anos, cursando o ensino médio, outra aos 41 anos, Dentista. A primeira pode não apresentar queixas visuais, enquanto a segunda, dificilmente conseguiria trabalhar confortavelmente sem o uso de óculos.
  • Ou duas professoras universitárias saudáveis, aos 40 anos, ambas sem “grau” para longe, uma medindo 1,60 m de altura, a outra 1,90 m. É provável que a primeira inicie com uso de correção para perto antes que a segunda.
  • Consideremos como último exemplo, dois pilotos, por volta dos 30 anos, diagnosticados com miopia de 1,00 para ambos os olhos, um clinicamente saudável, o outro com diabetes de controle difícil. Para o paciente diabético, é bem provável que a determinação do grau tenha sido menos “exata” por influência da doença. Disto, decorre que este paciente apresenta maiores chances de ficar insatisfeito com a prescrição.

Inúmeros – e por vezes, complexos – são os cenários a serem considerados, tanto na determinação do grau, quanto na prescrição de lentes corretivas. Não por acaso, em decisão recente do Supremo Tribunal Federal, o exame ocular, bem como a prescrição de lentes corretivas foram reconhecidas como atividades restritas à Medicina, sendo que o Oftalmologista é o especialista melhor capacitado para tanto.

*Artigo publicado por Giuliano Freitas – Oftalmologista associado à SMO.

Este post não é sobre “Iridologia” (prática não reconhecida pela Medicina, por carecer de embasamento científico), mas sobre manifestações irianas de doenças oculares.

A avaliação clínica da íris (estrutura que dá cor aos olhos), por vezes, fornece informações relevantes ao evidenciar alterações decorrentes de diversas doenças, entre as quais processos inflamatórios, isquêmicos ou tumorais. Seguem alguns exemplos:

Vasos sanguíneos anômalos da íris (evidenciando isquemia ocular crônica).
Nódulos irianos (compatíveis com Neurofibromatose I).

Pode ainda, ser ela própria afetada por mal-formações presentes ao nascimento (como o coloboma mostrado a seguir), ou adquiridas, como nas lesões decorrentes de traumas oculares.

Coloboma (mal-formação iriana).

A avaliação clínica da íris faz parte da consulta oftálmica de rotina. Informe-se com seu Oftalmologista de confiança.

*Artigo publicado por Giuliano Freitas – Oftalmologista associado à SMO.

Confira o novo vídeo em nosso canal, onde o Prof. Dr. Luiz Carlos Molinari (Presidente e Co-Fundador da Sociedade Mineira de Oftalmologia) aborda aspectos relevantes no “Diagnóstico do Olho Vermelho“. Confira:

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