A importância do uso correto de lubrificantes oculares

Lubrificantes oculares, ou “Lágrimas Artificiais” como são mais conhecidos, são medicamentos amplamente utilizados em Oftalmologia: do tratamento da Síndrome do Olho Seco, ao Pós-operatório de Cirurgia Refrativa. No entanto, esse uso nem sempre ocorre da maneira correta.

O uso incorreto, começa muitas vezes por alguma “confusão” com outras categorias de medicamentos, tais como:

  • Vasoconstrictores: esses colírios têm por finalidade amenizar a “vermelhidão” presente em irritações da superfície ocular. Os efeitos, quando presentes, costumam ter curta duração e demandar múltiplas aplicações.
  • Corticóides: o uso inadvertido desses colírios pode ser ainda mais perigoso, pois eventualmente resultam em catarata, glaucoma ou, mesmo, agravamento de algumas infecções, particularmente, a Ceratite Epitelial Herpética.

Mesmo quando o medicamento for, de fato, um lubrificante, uma série de fatores deve ser levada em consideração por ocasião da escolha:

  • Composição: Determina a apresentação (sob a forma de gel, ou colírio); a quantidade de aplicações diárias; a possibilidade de ser utilizado sobre lentes de contato; o risco potencial de reações alérgicas, bem como o tempo de descarte após a abertura do frasco (sim, a data de validade expressa na embalagem faz referência ao produto lacrado, sendo poucos os que podem ser utilizados mais de 2 meses após o início do uso).
  • Preço: Há lubrificantes que custam por volta de R$ 15,00, enquanto outros superam os R$ 100,00.

Apesar de não demandarem prescrição médica para serem adquiridos, o Oftalmologista pode orientar a seleção do lubrificante mais apropriado às necessidades de cada paciente.

 

*Artigo publicado por Giuliano Freitas – Oftalmologista associado à SMO.

No episódio #4 do Podcast SMO Talks,  vamos conversar com a Doutora Luciene Chaves, associada da SMO e Ex-Presidente da Sociedade Brasileira de Visão Subnormal, e conhecer melhor as suas particularidades. Ela vai dar dicas para os médicos residentes, vai falar sobre a sua carreira médica, suas viagens e muito mais! Não deixem de acompanhar até o final!

De acordo com levantamento da Organização Mundial de Saúde (OMS), até o final de 2021, pelo menos 35% da população mundial terá miopia. A estimativa dos especialistas na área da saúde, que já tratam a miopia como epidemia, é que avance e atinja mais da metade (52%) da população mundial em 2050.

O confinamento estrito para tentar evitar a propagação do novo coronavírus fez com que, por vários meses de 2020, crianças ao redor do mundo parassem de ir à escola e ao parque para brincar com os amigos como faziam antes da pandemia. Uma das consequências silenciosas desse isolamento obrigatório foi o aumento da miopia em menores. Pesquisas recentes de diferentes universidades da China, Canadá e América Latina evidenciam que o principal motivo do crescimento desta condição no último ano foi a falta de luz solar.

Os raios solares liberam dopamina na retina, uma substância que impede o globo ocular de ficar mais comprido e ajuda a prevenir o aumento da miopia.

Se as crianças não saem de casa e não recebem luz solar, seu corpo não gera esse neurotransmissor, e a doença é desencadeada.A luz artificial não substitui os raios do sol na geração da dopamina.

Esses e outros detalhes sobre a doença serão discutidos no dia 14 de julho de 2021, a partir de 19:30 hrs, em nosso evento “Novas tendências e estudos no controle da Miopia”. Participe desta troca de ideias conosco. A SMO está sempre presente no dia-a-dia do oftalmologista. O link do evento será disponibilizado em breve. Esperamos vocês!

Sociedade Mineira de Oftalmologia (SMO), com o apoio da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), realizou no dia 10/06/2021 mais uma edição do SMO Talks.

O tema desta edição foi “Os desafios da Educação Médica” e contou a participação de:

  • Cristina Alvim – Pediatria UFMG
  • Jose Maria Peixoto – Cardiologia Unifenas-BH
  • Gustavo Raimondi – Saúde Coletiva UFU/Abem MG

O mediador do debate foi o Diretor da SMO, Luiz Carlos Molinari (Medicina UFMG).

Confira como foi:

Nossa conversa do episódio #3 do Podcast SMO Talks é com Doutor Mansur Ticly, médico oftalmologista na cidade de Lavras – MG. Ele vai contar sobre suas particularidades, suas viagens, sua família e sobre a sua vida profissional.

Com esse episódio você vai aprender muitas lições. Escute até o final através do link e fique por dentro de tudo!

Um bate-papo descontraído com grandes nomes da Oftalmologia mineira e brasileira.

Por aqui, falamos não somente de Oftalmologia, mas também de música, arte, poesia, política, ciência e medicina, focado na história dos nossos convidados.

No primeiro episódio, tivemos a ilustre participação do Dr. Elisabeto Ribeiro Gonçalves, o primeiro presidente da Sociedade Mineira de Oftalmologia. Acesse o link e confira!

Sociedade Mineira de Oftalmologia (SMO), com o apoio da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), realizou no dia 12/05/2021 mais uma edição do SMO Talks.

O tema desta edição foi “Novos Desafios do Trabalho Médico” e contou a participação de Samuel Flam, presidente da UnimedBH.

Confira como foi:

No dia sete de maio são comemorados o “Dia Nacional da Saúde Ocular” e o “Dia do Oftalmologista”. A Sociedade Mineira de Oftalmologia (SMO) faz nesta data, às 20h, o SMO Talks Especial Dia do Oftalmologista com o tema “Transformações do Mercado Oftalmológico“, aberto aos profissionais médicos para celebrar as datas e falar um pouco sobre o que o jovem médico e os oftalmologistas em geral devem saber sobre os principais desafios na carreira, sobretudo, para quem está começando.

Com as fusões e aquisições no setor de saúde, o que esperar para os próximos anos e quais as perspectivas para quem entra agora em um mercado extremamente competitivo? Participam do encontro João Neves, Breno Mello, presidente e vice-presidente da SMO, respectivamente; Frederico Pena, presidente da Sociedade Brasileira de Administração em Oftalmologia (SBAO) e Valério Ribeiro, assessor jurídico da SMO. O evento será realizado através da plataforma ZOOM. Para participar, basta acessar o link.

Segundo o secretário geral da SMO, Luiz Carlos Molinari, a atenção com a saúde ocular deve acontecer durante todas as fases da vida. Tem início na gestação, nos cuidados com a mãe durante o pré-natal, e nos recém-nascidos submetidos ao teste do olhinho, capaz de detectar, ainda na maternidade, doenças como catarata e glaucoma congênitos, tumor e outros problemas oculares.

Até os 12 anos

Molinari orienta que a criança deve ser encaminhada ao oftalmologista antes de completar um ano, para identificar problemas que possam impedir o desenvolvimento de uma visão de qualidade, e prevenir a cegueira infantil. “Os erros de refração, assim como o estrabismo, devem ser diagnosticados o mais precocemente possível, propiciando a melhor visão com a correção óptica adequada, evitando o atraso do desenvolvimento e o olho preguiçoso (ambliopia). São indicados exames aos quatro e depois em torno dos seis anos, e antes da alfabetização, e aos oito anos, fase em que o olho humano completa o desenvolvimento funcional definitivo. Após estas etapas da infância as visitas ao especialista são anuais, ou a qualquer momento, caso haja queixas oculares.”

A partir dos 13 anos

Levando-se em conta que o olho também envelhece, dos 13 aos 20 anos de idade os problemas de refração são mais frequentes (miopia, hipermetropia e astigmatismo), assim como o ceratocone, comum neste período da vida. De acordo com Molinari, tais irregularidades visuais podem ser solucionadas com o uso de lentes corretoras, e até, nas idades adequadas e atendendo às indicações específicas, cirurgias personalizadas. Essas são as de correção de grau e as técnicas de contenção do desenvolvimento do ceratocone.

Aos 40 anos

Aos 40 anos, o oftalmologista é procurado para solucionar as dificuldades de visão de perto; a presbiopia, conhecida como “vista cansada”. É importante que neste período o paciente seja submetido a uma avaliação oftalmológica, e não adquira no comércio as lupas para leitura, pois pode haver um mascaramento de problemas oculares, como catarata, glaucoma e outras.

A partir dos 60 anos

Por volta dos 60 ou 65 anos podem surgir problemas com a perda da transparência do cristalino, ou catarata, um risco real de cegueira, reversível com o auxílio de cirurgia e implante de lente intraocular.

Cuidados especiais

Para o secretário geral da SMO, alguns problemas demandam maior atenção, como nos casos de pacientes usuários de lentes de contato, que passaram por cirurgia refrativa, como miopia, glaucoma de difícil controle e portadores de retinopatia diabética ou degeneração macular relacionada à idade (DMRI). Nesses casos, as consultas com o oftalmologista devem ser frequentes, para acompanhamento, e não apenas anuais. “Destacamos que é possível prevenir e tratar muitas enfermidades, e quando o cuidado é iniciado precocemente as chances são ainda maiores. O exame é um ato médico e só deve ser realizado pelo oftalmologista.”

Molinari acrescenta que no dia a dia algumas medidas são simples e contribuem para evitar doenças oculares. “Mantenha os olhos sempre higienizados, utilize óculos de sol, bonés, chapéus, para proteger do vento e das ações de raios UVA e UVB e evite coçá-los com frequência. No caso de olho seco, o profissional pode indicar lubrificantes oculares, ou lágrimas artificiais adequadas. Evite automedicação, como colírios contendo corticoides, que podem aumentar a incidência de catarata ou glaucoma. Mediante qualquer queixa, como dor, sensação de areia, olhos vermelhos ou falhas na visão, procure um oftalmologista.”

Sabe aquele brilho vermelho, geralmente indesejado, que preenche as pupilas, vez ou outra em fotos? Ele é causado pelo reflexo de estruturas que existem no “fundo de olho”, como retina, cabeça do nervo óptico e, em menor escala, coróide. A inspeção de tais estruturas é o “exame de fundo de olho”.

A forma mais simples e tradicional, mas também a mais limitada, de examinar o fundo de olho é a observação a partir do Oftalmoscópio Direto. Eventualmente, Pediatras, Clínicos Gerais e Neurologistas também fazem uso deste instrumento.

Oftalmoscópio Direto.

Visualização, bem mais rica em detalhes, pode ser alcançada por meio da Oftalmoscopia Binocular Indireta e da Biomicroscopia de Fundo. Estas modalidades são complementares uma à outra, sendo realizadas exclusivamente por Oftalmologistas.

Formas de visualização do “Fundo de Olho”: A) Oftalmoscopia Binocular Indireta; B) Biomicroscopia de Fundo.

Muitas doenças oculares podem ser diagnosticadas, ou terem a evolução clínica supervisionada a partir do exame de fundo de olho, por exemplo: Degeneração Macular Relacionada à Idade, Descolamento de Retina ou Glaucoma, entre outras. O mesmo ocorre para manifestações oculares de doenças como Diabetes Mellitus ou Hipertensão Arterial.

A partir dos achados clínicos do exame de fundo de olho, exames específicos a cada caso podem ser solicitados.

 

*Artigo publicado por Giuliano Freitas – Oftalmologista associado à SMO.

A Sociedade Mineira de Oftalmologia presta justa e comovida homenagem a um dos seus mais ilustres sócio e fundador, o Professor Christiano Barsante, falecido no dia 22 de março.

O Professor Christiano nasceu em Araxá, Minas Gerais, em 1941 e graduou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Uberaba, em 1966.

A trajetória de vida do Professor Christiano Barsante foi uma coleção de sucessos, tanto no exercício profissional como no do magistério. Especializou-se em Oftalmologia pelo Curso Credenciado de Especialização em Oftalmologia da FMUFMG (Serviço do Professor Hilton Rocha, no Hospital São Geraldo), em 1970. Prestou concurso público em 1972 para Professor-Assistente da Cadeira de Oftalmologia da FMUFMG, exercendo o magistério durante esses últimos 50 anos.

Foi por duas vezes presidente do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (gestão 1989/1990 e 2000/2001) e fundou em 07/09/77, junto com os professores Joviano Rezende Filho (Rio), Luiz Assumpção Osório (Porto Alegre), Francisco Mais (Campinas) e Sérgio Cunha (São Paulo), a Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo (SBRV), atualmente uma das maiores sociedades temáticas filiada ao Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

Fundou, associado ao Professor Hilton Rocha, Emyr Soares e Paulo Galvão, o Instituto Hilton Rocha (1979) e a Fundação Hilton Rocha (1983), dois marcos de excelência da prática, ensino e pesquisa da especialidade no país. Presidiu o Conselho Regional de Medicina da Minas Gerais por dois mandatos: 1989/1990 e 2000/2001.

Presença constante nos encontros da especialidade (Congressos, Simpósios, Mesas Redondas), escreveu de parceria com outros Colegas, os Temas Oficiais do Congresso Brasileiro de Of6talmologia de 1972 (Campinas) e o do Congresso do Rio de Janeiro (1983).

Teríamos ainda muito a registrar da vida profissional e acadêmica do Professor Christiano Barsante. Mas, por exiguidade de espaço, não podemos fazê-lo. Todavia, jamais poderíamos omitir a grande, inestimável e decisiva importância do Professor no desenvolvimento e prestígio da Vitreorretinolologia alcançados no Brasil, graças ao seu proficiente trabalho, à sua dedicação e seu invulgar talento. Ele deixa uma plêiade de alunos e vitreorretinologistas talentosos como ele, os quais, certamente, saberão eternizar na memória e no coração a lembrança do Mestre e amigo como bem poucos.

O Professor Christiano, além de tantas e tão meritórias qualidades humanas e profissionais, sempre foi um agregador e nunca se furtou e fazia questão de apontar e destacar a decisiva participação e contribuição dos vitreorretinologistas mineiros no crescimento, refinamento e prestígio da especialidade.

A SMO presta ao Professor Christiano Barsante essa justa homenagem em reconhecimento a sua grande e notável contribuição ao respeito que merecidamente desfruta a Oftalmologia mineira.

Elisabeto Ribeiro Gonçalves – Primeiro Presidente da SMO e Ex-Presidente do CBO

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